Trump deve enfrentar batalha judicial sobre cidadania dos EUA
Cidadania
Presidente assina decreto inconstitucional, segundo analistas jurídicos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (20) um decreto que encerra a cidadania por direito de nascimento para filhos de imigrantes em situação irregular no país. A medida, que reinterpreta a 14ª Emenda da Constituição norte-americana, impede que crianças nascidas em território americano sejam reconhecidas como cidadãs caso seus pais não estejam em situação legal ou permanente nos Estados Unidos.
Os Estados Unidos adotam a cidadania no modelo jus solis: assim as crianças nascidas em solo dos EUA, são cidadãs dos Estados Unidos independente da situação da nacionalidade de seus pais e da situação imigratória deles. Países europeus geralmente adotam jus sanguinis, que é o caso do reconhecimento da cidadania italiana, sendo assim, “filho de italiano, italiano é”.
A 14ª Emenda, que desde 1868 garante a cidadania a todas as pessoas nascidas em solo dos EUA, é vista como um pilar constitucional. Qualquer tentativa de alterá-la deve enfrentar batalhas judiciais intensas, dado o histórico de proteção desse direito nos tribunais.
Pelo decreto, não terão cidadania automática:
Filhos de mães que estejam em situação irregular no país.
Filhos de pais que não sejam cidadãos americanos ou residentes permanentes legais no momento do nascimento.
Crianças cujas mães estejam nos EUA de forma temporária.
A nova regra também determina que as agências governamentais parem de emitir documentação de cidadania para esses casos em até 30 dias após a assinatura da ordem.
A batalha legal deve começar logo, pois há uma grande oportunidade legal para ser contestada nos tribunais de qualquer lugar do país já que afronta a emenda constitucional.
Foto: Presidente dos EUA, Donald Trump, assina ordens executivas em seu primeiro dia de mandato.



