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Ubiquidade: operação investiga Prefeitura de Criciúma por esquema de corrupção

Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos na ação

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Por Redação Engeplus

Atualizada 2 min de leitura

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Foto: Divulgação/MPSC

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, dia 5, a 'Operação Ubiquidade'. A ação investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo um ex-ocupante de cargo comissionado da Prefeitura de Criciúma e diretores de uma instituição de ensino da região. Os fatos investigados teriam ocorrido entre 2021 e 2024.

Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos, em Criciúma e Balneário Rincão, para apreender documentos e outros materiais que confirmem a existência das irregularidades investigadas.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a apuração investiga um instrumento fraudulento utilizado para pagamento de propina, favorecendo um ex-agente público. O ex-integrante da administração municipal teria usado sua influência na gestão de fundos da Prefeitura para implantar um novo centro de serviços em Criciúma, beneficiando uma instituição de ensino.

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De acordo com o MPSC, a entidade de ensino teria contratado uma empresa (apontada como empresa de fachada) registrada em nome da esposa do agente público investigado. Essa empresa teria recebido valores parcelados por supostos ‘serviços de apoio administrativo’.

No entanto, segundo o MPSC, a empresa não tinha funcionários registrados e a proprietária exercia simultaneamente outro cargo, com carga horária mensal de 200 horas, o que tornaria inviável a execução do contrato, reforçando a suspeita de que os serviços não teriam sido prestados.

O trabalho do Gaeco busca confirmar as informações já levantadas e identificar todos os envolvidos no esquema, incluindo a empresa supostamente contratada. As investigações tramitam sob sigilo e novas informações poderão ser divulgadas quando houver autorização judicial.

Operação Ubiquidade

O nome dado à operação faz alusão à prova que indica provável instrumento de corrupção, pois a empresa beneficiada não possuía funcionários e a única sócia-proprietária possuía labor regular, com carga horária incompatível com o objeto do contrato.

Confira o pronunciamento da Prefeitura de Criciúma:

O Governo de Criciúma informa que os mandados de busca e apreensão de documentos cumpridos na manhã desta quinta-feira (5), segundo o Ministério Público de Santa Catarina, dizem respeito a fatos supostamente ocorridos entre 2021 e 2024. A Administração Municipal permanece à disposição para contribuir com as investigações.

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