Solidariedade
Último comboio de donativos é entregue e marca fim da campanha SOS RS
A campanha distribuiu mais de 750 toneladas de doações durante os três meses
Por Rafaela Custódio
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O último comboio de doações da campanha SOS Rio Grande do Sul foi entregue em Eldorado do Sul nessa terça-feira, dia 27. Completando 14 etapas, a campanha distribuiu mais de 750 toneladas de donativos, o equivalente a mais de 25 carretas, para os moradores de 15 cidades do Rio Grande do Sul afetados pelas enchentes de maio deste ano.
Conforme o vice-presidente da Cruz Vermelha de Criciúma, Almir Fernandes, a campanha movimentou a região carbonífera e em três meses arrecadou inúmeras doações para o estado vizinho. “Diversas iniciativas ocorreram na região, aumentando significativamente a demanda por doações. Recebemos contribuições de várias partes, incluindo transporte aéreo, marítimo e rodoviário”, explicou.
Os 14 comboios de doações entregaram donativos para os municípios de Cachoeirinha, Gravataí, Lajeado, Estrela, Porto Alegre, Osório, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Alvorada, Canoas, Eldorado, Guaíba, Arroio do Meio e Nova Santa Rita, e mais duas comunidades quilombolas nos municípios de Sarandi e Arroio do Meio.
Fernandes destacou que a participação e colaboração da população em prol da solidariedade e o interesse em ajudar nesse momento foi algo notável. “A gente percebeu que ocorreu essa movimentação. Em todas as faixas de idade, em todas as classes sociais. Empresas, escolas, condomínios, eventos, tudo era em função de beneficiar os nossos irmãos gaúchos”, comentou.
Voluntariado
Nesta quarta-feira, dia 28 de agosto, é celebrado o Dia Nacional do Voluntariado, segundo Almir, nesses três meses, foi a base desse voluntariado que a campanha alcançou tantas pessoas. ”Jovens, adultos e pessoas aposentadas se apresentaram como voluntários. A gente tinha dificuldade de visualizar essas pessoas e conseguir tanta ajuda, mas com o passar dos dias elas vinham até nós e se apresentavam para oferecerem o auxílio”, explicou.
Para Fernandes, o voluntariado é muito mais do que o momento, e o ideal é transformar esses sentimentos em ações práticas de solidariedade. “Penso que o voluntariado não é necessário apenas em épocas de catástrofes ou grandes necessidades, como eventos climáticos extremos, em que as pessoas se movimentam e tomam iniciativa. A solidariedade deve ser uma prática constante, pois sempre haverá pessoas necessitando de ajuda”, refletiu sobre a população, que segundo ele, deveria seguir nesse trabalho ajudando quem precisa como pode.



