Nessa segunda-feira, dia 29, completou exatamente um mês do ataque cibernético que teve como alvo o site da prefeitura de Criciúma. E na sessão da Câmara de Vereadores foi lançado o Requerimento nº 373/2019, de autoria do vereador Ademir Honorato, que questiona o fato do portal ainda não ter sido restabelecido por completo, pede esclarecimentos quando à política de segurança e backup, e também questiona se dados confidenciais foram acessados e vazados.
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O site da prefeitura foi hackeado no dia 29 de junho. O mesmo já havia ocorrido em março, quando o servidor foi invadido por hackers. Na página inicial do portal, os invasores deixaram uma mensagem de protesto contra a corrupção no Brasil.
A mensagem deixada no site da prefeitura:
Corrupção há tem todo lugar, mas no Brasil corrupçao virou cultura politica.
O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos,
dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons.
Povo Passivo, Corrupçao Ativa, Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele !
Não podemos aguardar que os tempos se modifiquem e nós nos modifiquemos junto, por uma revolução que chegue e nos leve em sua marcha. Nós mesmos somos o futuro. Nós somos a revolução., Governo Não Tememos VCS !
#ForaBolsonaro fora todos os corruptos ! #AntiGov Contato Twitter.com/VandaTheGod
“Faz um mês que aconteceu. Se entrar no site, ele ainda está irregular e pequeno, só mostrando alguns pontos. O Diário Oficial está desorganizado. Olha a importância dos dados que o município tem, dados nossos, de empresas e dos cidadãos. Até agora o município não disse nada. Daqui a pouco teremos que fazer uma investigação”, argumenta Honorato.
Um dia após o ataque, em entrevista ao Portal Engeplus, o diretor da Diretoria de Tecnologia da Informação da prefeitura, Tiago Ferro Pavan, explicou que os hackers não acessaram dados, apenas o redirecionamento do index.
O Paço Municipal tem até 30 dias para responder formalmente aos questionamentos encaminhados pela Câmara de Vereadores, no entanto, Honorato acredita que a reposta será emitida antes do prazo final. “Se tem backup porque o site não foi restabelecido? É um assunto que eles já devem ter as respostas”, pondera.
Confira os questionamentos levantados no Requerimento nº 373/2019:
Quais as informações foram perdidas no ciberataque (feito por cracker) ao site da prefeitura?
A segurança digital do site da prefeitura é de responsabilidade da prefeitura ou alguma empresa contratada? Neste caso, qual o nome da empresa?
Existe alguma política de backup das informações contidas no site?
Em havendo a política de backup, porque o site ainda não foi restabelecido por completo?
As informações dos cidadãos foram acessadas por alguém não autorizado?
Algum cidadão teve suas informações capturadas sem autorização ou vazadas?