Geral

Um reencontro marcado por esperança e emoção

Criciúma

Uma criança de 10 anos sofreu uma crise convulsiva e foi salva por policiais militares

Por Rafaela Custódio06 de janeiro de 2023 4 min de leitura
Rafaela Custódio/Portal Engeplus

Ajudar o próximo é um ato de amor e coragem. Mas quando quem está ajudando veste uma farda militar, a missão é ainda maior. A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) tem como lema "servir a ordem e proteger a vida" e quatro militares honraram a função ao ajudar a salvar uma criança de 10 anos que estava em crise convulsiva no Parque Municipal Prefeito Altair Guidi, em Criciúma, na última segunda-feira. Depois de dois dias, eles se reencontraram, desta vez, em um momento bem diferente. Com abraços, sorrisos e, claro, com a menina bem, a família pode agradecer pela ajuda dos militares do 9ª Batalhão da Polícia Militar (BPM). Os soldados Eduardo e Braga, sargento Severo e o cabo Elker atuaram na ocorrência.

Os policiais estavam em policiamento ostensivo no interior do parque na última segunda-feira, por volta das 21 horas, quando uma pessoa em desespero abordou os militares e informou que uma criança de 10 anos estava em crise convulsiva por nove minutos. Ela havia tentado ligar para outros órgãos, mas não conseguiu contato. Os policiais foram ao encontro da criança, que estava no colo da mãe. Eles prestaram os primeiros atendimentos à criança, ainda no parque. Porém, após 16 minutos de crise, ela ainda se encontrava desacordada e não respondia aos testes de responsividade da guarnição. Como a criança apresentava dificuldade para respirar e estava desacordada e por ser uma situação de emergência, os policiais conduziram a menina no banco de trás da viatura policial até o Hospital Materno-Infantil Santa Catarina.

Segundo a mãe da criança, Luciane Plach, a filha Débora Plach Schmidt não possui um diagnóstico conclusivo sobre seu problema de saúde. “O médico trata como epilepsia. Mas não tem uma causa correta. Em nenhum exame diagnosticamos o que ela tem e, por isso, ela é acompanhada por alguns médicos até mesmo de fora de Santa Catarina”, relata Luciane.

A mãe conta que na última segunda-feira a criança teve um dia bem agitado. “Ela brincou na piscina e fomos ao parque. Ela ficou muito feliz e sentiu uma emoção muito grande, e quando ela fica muito emocionada, acaba tendo crises. E ela teve uma crise muito forte”, lembra. “O médico sempre pede para eu cronometrar as crises dela. Caso passe de cinco minutos, preciso levá-la ao hospital. Uma menina cronometrou e já tinha chegado aos nove minutos. Não conseguimos contato com outros órgãos e uma viatura chegou ao local. E uma pessoa chamou os militares. A crise da minha filha durou 16 minutos e os militares levaram-a para o hospital. A importância dos policiais foi indescritível, foi muito necessária. Sem isso, provavelmente, teria acontecido algo pior”, acrescenta Luciane.

A mãe ainda relata que Débora não lembra que sofreu uma crise. “Ela acaba esquecendo das crises. Ela é uma criança e ainda não entende muito bem porque tudo isso acontece. Na verdade, nem nós”, admite.

“Quero agradecer muito o gesto dos policiais. Serei grata eternamente pelo ato de bravura”.
Luciane Plach
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A soldado Braga ressalta que a Polícia Militar serve para ajudar à sociedade. “Realizamos os primeiros atendimentos e percebemos que era necessária a ida ao hospital para um atendimento médico. É uma ocorrência diferente. Estávamos em patrulhamento e não foi uma ocorrência gerada, por exemplo. Temos a missão de servir e proteger e, automaticamente, já realizamos o atendimento. É muito gratificante ver que deu tudo certo”, comenta.

O comandante do policiamento, sargento Severo, ressaltou a importância da atitude dos policiais:

Momentos distintos

No dia 17 de dezembro, um ato contra o racismo foi realizado na Praça Nereu Ramos, em Criciúma. O movimento foi motivado pela prisão de um homem negro ocorrida dias antes no Centro de Criciúma e os manifestantes contestaram a ação dos policiais que atuaram na ocorrência, acusando os militares de cometer racismo.

Braga atuou nesta ocorrência e falou sobre os momentos distintos. “Quando assumimos o cargo de policial militar, sabemos que corremos o risco das críticas positivas e negativas, estamos cientes. Estamos servindo e protegendo a sociedade todos os dias”, pontua.

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