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Uma nova praia é o presente da tempestade

Como seria se pudéssemos aceitar a vida exatamente como é?

Por Roberta Mânica28 de abril de 2023 2 min de leitura
Digitalents

Estabelecer relações entre as coisas é uma habilidade essencialmente humana. Conhecer é fazer diferenciações, questionar fatos e fontes, integrar informações. A ciência não é perfeita porque é inacabada. Está em constante processo de verificação e teste. O mercado de trabalho tem vivido estas transformações intensamente. Segundo o Fórum Econômico Mundial (FEM), as habilidades mais requisitadas nos próximos cinco anos são:

Pensamento analítico e inovação; Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem; Solução de problemas complexos; Pensamento crítico e análise; Criatividade, originalidade e iniciativa; Liderança e influência social; Uso, monitoramento e controle de tecnologia; Projeto e programação de tecnologia; Resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade; Raciocínio, resolução de problemas e ideação.

Diante das perspectivas, cabe olhar para o aprendizado como uma jornada significativa de crescimento pessoal e profissional. Afinal, o que é a vida senão um movimento para testar novas oportunidades?

Os números apresentados pelo relatório apresentam um panorama que estabelece que, até 2025, 50% dos profissionais precisarão buscar qualificação e atualização. Primeiro, em função da condição econômica imposta pela pandemia. Depois, pela evolução tecnológica e a mudança de comportamento em todas as esferas. Se considerarmos que 85 milhões de empregos poderão ser substituídos com as novas relações humanos-tecnologia, ampliamos ainda mais os horizontes de necessidade de reposicionamento profissional.

As experiências que vivemos são como húmus – a cada novo projeto é preciso se despedir e dar um tempo de amadurecimento, percepção e honra aos pedaços que foram importantes e que já não fazem sentido. Os ritos de passagem são importantes para não carregar o que não é positivo. Tara Brach, psicóloga americana, ressalta que uma nova praia é o presente da tempestade. A autora questiona com frequência como seria se pudéssemos aceitar a vida – este momento – exatamente como é. A sugestão seria abandonarmos a crença de insuficiência e nos libertarmos da ideia que tem algo errado conosco. Assim, não ficamos paralisados diante das dificuldades da vida.

Portanto, para se manter centrado e conectado com as prerrogativas deste novo tempo, o caminho é mapear suas dificuldades, definir quais são os seus limites e avaliar as demandas como profissional. Deste ponto em diante, torna-se imprescindível se colocar em movimento e estar aberto para aprender novas habilidades/competências.

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