União Europeia aceita formalmente candidatura da Ucrânia
Líderes pretendem acelerar processo de adesão devido à guerra

Líderes europeus aceitaram formalmente a Ucrânia como candidata a ingressar na União Europeia nesta quinta-feira, uma medida geopolítica ousada e provocada pela invasão do país pela Rússia, mas também um lembrete que o bloco de 27 países precisará de uma grande revisão enquanto busca uma nova expansão.
Embora o processo para que Ucrânia e sua vizinha Moldávia estejam aptas a serem integrantes possa levar mais de uma década, a decisão tomada na cúpula de dois dias da UE é um passo simbólico que sinaliza a intenção do bloco de chegar mais profundamente às ex-repúblicas da União Soviética.
“Um momento histórico”, tuitou o chefe do Conselho Europeu, Charles Michel. “Hoje é um passo crucial no seu caminho até a UE”, disse, acrescentando: “Nosso futuro é juntos”.
A medida, que também concede o status de candidata à Moldávia, inicia a mais ambiciosa expansão da UE desde que o bloco recebeu países da Europa oriental após o final da Guerra Fria.
“Todas as pessoas na Ucrânia estão assistindo e esperando essa decisão”, disse Ivan Zichenko, um ucraniano de 34 anos da cidade de Kharkiv, devastada pela guerra, e que vive hoje em Bruxelas.



