Unidos pela vida: instituições promovem ações de prevenção ao suicídio e campanha de valorização da vida
Abraço Coletivo
A iniciativa terá início às 9 horas e se estenderá até as 13 horas

A Rede de proteção a Vida (RPV), em parceria com a Sociedade de Psicologia de Criciúma, vai promover uma ação em conscientização ao Setembro Amarelo neste sábado, dia 6, na Praça Nereu Ramos. Essa será a abertura do mês dedicado a Campanha Nacional de Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio. A iniciativa terá início às 9 horas e se estenderá até as 13 horas. Como ponto alto da ação será realizado um Abraço Coletivo, relembrando a iniciativa semelhante que ocorreu em 2014.
De acordo com o voluntário do Grupo de Coordenação da RPV, Almir Fernandes, o momento é voltado para os serviços de conscientização e atendimento das pessoas que necessitam. “A ideia é que todas as instituições cheguem lá, mostrem os seus serviços, pois lá eles terão condição. Muitos vão levar psicólogos para fazer algumas demonstrações, algumas orientações. Outros vão levar outros serviços de saúde e vão aproveitar o momento”, destacou.
Fernandes pontuou que o momento mais importante da iniciativa será às 11 horas, quando acontecerá o Abraço Coletivo, ação simbólica que relembra iniciativa que ocorreu à 11 anos, em 2014, também na região central da cidade. “Naquele ano, tínhamos uma média de duas a três mortes por suicídio por semana. E a partir do momento que a mídia deu destaque com pautas, diminuio os óbitos”, compartilhou.
O principal objetivo do evento é chamar atenção para a conscientização não só neste mês, mas no ano inteiro. “Visamos principalmente reunir as instituições que fazem parte dessa rede de proteção à vida. E trazer mais pessoas e instituições, para se envolver pela causa de uma forma bastante direta. Reduzindo os números de óbitos. Esse é o fator principal”, frisou.
Para a presidente da Sociedade de Psicologia de Criciúma, Giordana Machado da Luz, a iniciativa traz a toma um tema complexo na sociedade. “É importante porque a conscientização desmistifica o tema que ainda é visto como tabu social. Além disso, garante informações e acessibilidade a tratamento qualificado, pois os participantes trabalham diretamente com a demanda”, contou.
A ideia seria dar continuidade a ações do tipo, pondo em prática um fluxograma de atendimento para casos de tentativa de suicídio. “Essa arte mostra o que cada instituição pode fazer na medida que faz o seu primeiro atendimento. Por exemplo, o Corpo de Bombeiros Militar, que ao prestar o primeiro atendimento de emergência, atualmente adota protocolo de ‘abordagem técnica humanizada às tentativas de suicídio’. Fazendo posteriormente encaminhamento a outros serviços especializados, como a emergência de hospitais e UPAs, onde lá também seguem com outros protocolos”, explicou Fernandes.

“Em 2011 identificamos em estatística do IML, com abrangência nos 12 municípios da AMREC, um aumento do número de suicídios. Que chegou a 50 casos naquele ano, ficando em segundo lugar em causa DE morte violenta. Ao mesmo tempo, identificamos outro fator importante: cerca de 80% dos casos consumados tinham históricos com tentativas anteriores”, relembrou Fernandes.
O voluntário ainda destacou a importância do tratamento nestas circunstâncias. “Para cada óbito, a gente tem hoje praticamente 10 tentativas. E os números de óbitos mostraram que mais de 80% tiveram tentativa anterior. Então, por isso que essas primeiras tentativas têm que ter um tratamento bem especializado. Acolhimento e encaminhamentos”, ressaltou Fernandes.



