Uru: espécie rara de ave tem primeiro registro oficial em Criciúma; veja vídeos
Filmagem histórica!
Assim como a Araponga, animal também foi visto na APA do Morro Cechinel

Mais uma ave rara foi oficialmente registrada no município de Criciúma em 2025. Além da Araponga, fotografada em setembro deste ano, a espécie da vez foi o Uru, que foi visto no município pela primeira vez na história. A filmagem foi feita no dia 1° de janeiro pelo biólogo Vitor Bastos na Área de Proteção Ambiental (APA) do Morro Cechinel. Porém, o registro foi divulgado e oficializado somente no último sábado, dia 8 de novembro.
Bastos informou que, ao todo, foram vistos seis indivíduos da espécie em Criciúma. Entretanto, o biólogo explicou ao Portal Engeplus que demorou para divulgar oficialmente o registro, pois o animal esteve desaparecido da região há décadas, principalmente devido às caças ilegais. O registro do animal no município é um indicador de qualidade ambiental, já que a espécie vive em áreas florestais bem preservadas.
“Talvez o Uru seja ainda mais importante que a Araponga. Esta espécie de ave depende do curso da água, que precisam estar limpos e não poluídos. Dessa forma, isso mostra que os cursos da água em Criciúma estão se recuperando, principalmente depois da poluição provocadas pela prática da mineração. A APA do Morro Cechinel tem um valor ambiental importante, já que estão suprindo a necessidade de várias espécies”, frisou. Veja os vídeos abaixo:
‘Vitória para a conservação’
O biólogo ressaltou que o Uru é uma espécie que vive no solo da mata e se alimenta de sementes, frutos e pequenos insetos. “Com seu canto curioso e marcante, o som desta ave ecoa como um chamado alegre nas manhãs. O Uru representa a vida, equilíbrio e resistência. Seu retorno é uma vitória para a conservação e um símbolo da importância de proteger as nossas florestas do Sul de Santa Catarina. Cada registro mostra que a natureza existe e que ainda há esperança para a fauna da nossa Mata Atlântica”, ressaltou.
Além de Criciúma, em anos anteriores a ave também já foi registrada nos municípios que envolvem a Barragem do Rio São Bento, como Nova Veneza, Siderópolis, Treviso e também tivemos em Urussanga nos últimos dez anos. Todavia, o animal é encontrado com mais frequência nas regiões do Costão da Serra Geral, onde o contínuo florestal é maior. Confira abaixo a postagem completa:
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