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Vacinação pet: conheça imunizantes que previnem zoonoses

Algumas vacinas devem ser aplicadas logo nos primeiros meses de vida do animal

Por Laura Brehm

3 min de leitura

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Foto: Freepik/Ilustrativa

Para manter a saúde dos bichinhos de estimação, não basta apenas proporcionar um ambiente confortável para descanso e oferecer uma boa alimentação: manter a vacinação dos pets em dia é igualmente essencial. Além de proteger os animais, a imunização também é uma forma de cuidado com a saúde humana, já que algumas doenças podem ser transmitidas às pessoas, sendo conhecidas como zoonoses.

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Embora sejam espécies distintas, cães e gatos apresentam similaridades nos cuidados, segundo a médica-veterinária Tainá Medeiros. Alguns imunizantes devem ser aplicados logo nos primeiros meses de vida, com reforços anuais. “Ambas as espécies necessitam de vacinas específicas, o que permite prevenir doenças e infecções exclusivas de cada animal”, destacou.

A vacina antirrábica, que protege contra a raiva, é aplicada, geralmente, a partir das 12 semanas de vida dos cães. “Além dela, há as vacinas polivalentes (V8 e V10), que protegem contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, adenovírus tipo 2, parainfluenza e leptospirose”, explicou a especialista.

Embora os gatos também recebam a vacina obrigatória antirrábica para prevenir a doença zoonótica, eles não necessitam dos mesmos imunizantes que os cães. Para os felinos, é essencial a aplicação das vacinas polivalentes: tríplice, quádrupla ou quíntupla, que protegem contra outras doenças virais.

“A antirrábica deve ser aplicada a partir dos três meses de idade, com reforço anual. Já as polivalentes começam a ser administradas a partir do 45º dia de vida do animal, com intervalo médio de 21 dias entre as doses, dependendo do tipo de vacina”, pontuou a veterinária.

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Conforme Tainá, as vacinas polivalentes protegem contra rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia, clamidiose e leucemia felina. No total, são indicadas de três a quatro doses iniciais, com reforço anual de uma dose.

Altas temperaturas favorecem doenças zoonóticas

Com o aumento das temperaturas, cresce também a população de mosquitos e a incidência de ectoparasitas nos pets, de acordo com a médica-veterinária. A proliferação desses parasitas favorece a transmissão de doenças com potencial zoonótico, que representam riscos tanto para os animais quanto para os seres humanos. "Uma grande preocupação é a leishmaniose, transmitida pela picada do mosquito”, exemplificou Tainá.

A leishmaniose é transmitida pela picada da fêmea do mosquito-palha. Ao picar um animal ou ser humano infectado, o inseto pode transmitir o parasita a um novo hospedeiro em picadas posteriores.

Por se tratar de uma doença grave, o diagnóstico em animais deve ser obrigatoriamente notificado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Na maioria dos casos, é recomendada a eutanásia”, alertou a especialista.

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