Vadão: “Houve
Vadão: “Houve até uma tolerância grande por parte da torcida”
Com vontade de ficar, Osvaldo Alvarez se despede do Tigre
Por Redação Engeplus
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Durou pouco mais de cinco meses a permanência do técnico Oswaldo Alvarez no estádio Heriberto Hülse. Durante o período em que esteve no Tigre, Vadão comandou o time tricolor em 34 jogos, com 12 vitórias, nove empates e 13 derrotas, com um aproveitamento de 44,1% dos pontos disputados. Com a falta de resultados, principalmente no período após a parada para a Copa das Confederações, o técnico foi demitido pelo clube.
Em sua despedida oficial à imprensa nesta sexta-feira, Alvarez sem o seu habitual uniforme tricolor, mas tranquilo e atencioso como sempre, atendeu aos profissionais que cobrem o dia-a-dia do Criciúma no salão de festas do prédio em que reside próximo ao Majestoso.
De acordo com Vadão, a sua saída do comando técnico do Tigre foi encarada com naturalidade. “Acho que houve até uma tolerância grande por parte da torcida. Quando a campanha não é boa existe uma cobrança muito grande. Ontem nós tivemos uma reunião com o Cícero Souza e com o Lédio Daltoé e eles ficaram de avaliar a situação e entenderam que o melhor caminho era mudar a comissão técnica. Acho que foi perfeitamente normal, foi tudo feito às claras, com muita honestidade. Só tenho que a agradecer a confiança da diretoria e principalmente ao torcedor, que sempre foi muito tolerante comigo. Foi um lugar que me dei bem, gostei muito de trabalhar, tinha até a intenção de ficar um tempo grande aqui. Tem uma hora que a gente cansa de mudar muito de clube. Infelizmente as coisas não aconteceram como a gente gostaria. Saio com uma lembrança muito positiva”, pontua o técnico.
Alvarez revela que tinha a intenção de permanecer por um longo período em Criciúma e lamenta o fato de deixar o clube neste momento difícil. “Estou saindo de consciência limpa. Procurei fazer o melhor que pude. Tinha a intenção de permanecer, recebi até convite para sair, mas gostei demais daqui. Infelizmente não deu. Gostaria de permanecer e ter tido uma vida muito mais longa no clube. Saio com a cabeça totalmente tranquila, conseguimos um título importante. Acabei até ganhando prêmio de melhor treinador do campeonato. Foi uma passagem muito boa, é uma pena a gente estar saindo e deixando o clube numa situação incômoda. Estou levando de ruim somente os resultados do Campeonato Brasileiro. De bom estou levando tudo. Tive uma convivência muito boa dentro do clube, uma identificação com a torcida. Tenho uma grande admiração pelo presidente, uma empatia muito grande, ele lembra muito meu pai no jeito de conversar. Só tenho lembranças boas de Criciúma”, assegura Vadão.
Para evitar interferir no trabalho que estava sendo realizado pelos jogadores, o ex-técnico do Tigre decidiu não passar no estádio Heriberto Hülse na manhã desta sexta-feira. “Preferi não ir ao estádio. Acho que a minha presença no estádio não traria nenhum benefício para o Criciúma. O momento é de dar tranquilidade aos jogadores. A saída do treinador de certo modo traz um alívio para todo mundo. Porque o treinador que chegará terá uma trégua de uns 15 dias, e essa trégua é repassada automaticamente aos jogadores”, avalia Vadão, que pretende deixar Criciúma no início da próxima semana. “Vou fazer o acerto com o clube e devo ir embora lá pela segunda-feira. Depois vou ficar em ‘stand by’ esperando para saber o que vai acontecer”.
No vídeo, Vadão assegura que não mudaria em nada suas ações durante o período em que permaneceu no comando do Tigre.



