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Vagner Espindola comenta fim da greve na Afasc e afirma que movimento era político

Criciúma

Prefeito ressaltou que as professoras aceitaram proposta já apresentada anteriormente

Por Rafaela Custódio19 de maio de 2026 7 min de leitura
João Gabriel da Rocha/Portal Engeplus

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, falou na manhã desta terça-feira, dia 19, sobre o fim da greve das professoras da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc). Em assembleia realizada na noite dessa segunda-feira, dia 18, as profissionais aceitaram um reajuste de 6,36% sobre o salário de março.

“Desde o início deixamos muito claro que a questão salarial e a reivindicação do dissídio da Afasc eram tratadas entre os professores, o sindicato e a própria Afasc. Naturalmente, quando nossas crianças e famílias acabam sendo prejudicadas por uma paralisação, a prefeitura e o prefeito entram nesse processo. Notifiquei a instituição para que garantisse os serviços às nossas crianças. A greve é um direito legítimo, não há problema nenhum, mas o serviço é essencial. Por isso, no segundo dia da paralisação, exigi que fosse garantida a alimentação das crianças em situação de vulnerabilidade e das famílias inscritas no CadÚnico”, ressaltou em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.

Espindola afirmou que a greve ultrapassou as questões de reivindicação. “Na assembleia de ontem, sabe o que foi aprovado? Aquilo que a Afasc já havia colocado na mesa antes da greve. Então, se o que foi apresentado antes da paralisação foi o que acabou aprovado, qual é a diferença? O que mudou para que não exista um ingrediente político em todo esse processo?”, questionou.

“A Afasc, de fato, tem todos esses ingredientes políticos e tentaram usar, da forma mais sórdida e rasteira possível, essa reivindicação, colocando as crianças na frente disso tudo, como um muro, como um escudo. No final das contas, eu sempre digo: você pode enganar muita gente por pouco tempo, pode enganar poucas pessoas por muito tempo, mas não consegue enganar todo mundo o tempo todo”, afirmou.

Segundo Espindola, os bastidores da greve ainda devem revelar novas informações. “Escute o que estou dizendo: muitas verdades ainda virão à tona sobre esse movimento grevista que foi instalado durante esses dias na Afasc, em nossa cidade”, destacou. “Mas tudo bem, agora é página virada. Precisamos nos preocupar em restabelecer o atendimento em todas as nossas creches”, acrescentou.

O prefeito afirmou que, em nenhum momento, a direção da Afasc deixou de dialogar com o sindicato e com os professores. “Sempre que surgia alguma situação nova, a Afasc chamava o sindicato e o movimento grevista para conversar. O movimento é legítimo, mas os dias precisam ser repostos. Ontem ficou acertado que esses dias serão recuperados e a normalidade será restabelecida”, frisou.

Para o chefe do Poder Executivo, a Afasc presta um serviço de excelência. “A Afasc é muito maior do que este prefeito que está falando, do que aqueles que me antecederam ou das direções que já passaram pela instituição. Precisamos reconhecer o serviço de excelência prestado”, comentou.

Lado positivo?

Espindola ressaltou que é possível tirar lições positivas da greve. “Se podemos dizer que há algo positivo em tudo isso, é que ficou claro que o contrato de gestão entre a prefeitura e a Afasc precisa ser revisto urgentemente. Já estamos revisando todos os parágrafos, artigos e situações de gestão desse contrato para encaminhar melhorias futuras. Neste momento, técnicos estão debruçados sobre o documento para torná-lo cada vez mais eficiente e garantir um serviço de qualidade para nossa população”, garantiu.

Pedido

Ao final da entrevista, Espindola deixou um pedido. “Só peço uma coisa: deixem o prefeito Vaguinho trabalhar. O que estamos fazendo na Prefeitura de Criciúma é uma missão. Estamos trabalhando, nos entregando e nos dedicando cerca de 15 horas por dia, tentando fazer sempre o melhor para as pessoas e para a nossa população. Não vou ficar de braços cruzados quando mexem com as nossas crianças e quando tentam usar a política de forma sórdida para emparedar o prefeito e o governo”, finalizou.

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