Vagner Espindola manda recado ao comando de greve da Afasc: ‘Reflitam’
Criciúma
Vagner Espindola ressaltou que é impossível pagar 63% de aumento

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, falou na manhã desta sexta-feira, dia 15, sobre a greve dos professores da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), que chegou ao quarto dia.
“O prefeito é movido por desafios diários e a gente precisa estar muito forte para gerir tudo isso. As pessoas confundem, e precisamos falar que os professores da Afasc não são funcionários da prefeitura. Os funcionários da prefeitura são os professores que passaram no concurso público e estão trabalhando nas salas de aula da rede pública do município. Estes professores, todos eles, recebem o piso do magistério. Pagamos um dos melhores salários deste Brasil para os professores”, ressaltou em entrevista ao Portal Engeplus.
Espindola ressaltou que a Afasc é uma instituição contratada para gerir os serviços de educação infantil. “O momento em que eles [professores] acharam que deveriam também receber o piso do magistério gerou esse contencioso com os professores e a direção da Afasc. Esse contencioso é uma indecisão jurídica, isso se discute na Justiça. O que a gente não pode conceber é que fiquem grevistas, neste momento agora, parados, e mães em casa arriscando perder os seus empregos porque não têm onde deixar seus filhos. O que a gente não pode conceber é que há crianças que tinham na Afasc a sua alimentação e hoje podem acabar ficando, inclusive, em um processo de desnutrição, porque a cadeia alimentar está comprometida. Por isso, notificamos a instituição para que ela restabeleça este processo”, frisou.
O prefeito garantiu que, ao não restabelecer o serviço, a prefeitura fará o rompimento contratual. “Já estamos com medidas paralelas para que a gente possa retomar o serviço pela própria prefeitura ou por outra instituição”, afirmou.
O chefe do Poder Executivo garantiu que, das 40 instituições de ensino infantil administradas pela Afasc, 33 estão funcionando parcialmente. “A Afasc vai, sem dúvida nenhuma, descontar os dias parados daqueles que optaram pela greve. A greve é um direito, não há dúvida disso, mas não há obrigação do patrão, neste caso, da Afasc, em pagar os dias parados. Então, naturalmente, os professores também, aqueles professores que são sensíveis às famílias, aqueles professores que são sensíveis às crianças, estão voltando”, ressaltou.
O prefeito ainda fez um pedido ao comando de greve. “Reflitam, porque nunca tiveram, da Afasc, um ganho real em mais de uma década. No ano passado, tiveram um ganho real com aumento de quase 8%, coisa que não tinham há mais de 10 anos. Este ano, a Afasc estava disposta, de novo, a pagar um aumento considerável, que iria chegar a algo em torno de 7%, mas, ainda assim, eles resistem, porque dizem que precisam ganhar 63% de aumento. Isso é impossível. Não há hoje empresa, não há hoje instituição neste Brasil que consiga, com os seus limites orçamentários, dar um aumento de 63%. Por isso que instaurou-se esse processo”, reiterou.
“O que é judicial se discute na Justiça, e aquilo que é, de fato, da decisão coletiva, que se decida em mesa. Mas o que me parece é que há um conflito entre eles mesmos, não se entendem, mas quem paga a conta com isso são as crianças. Mas o Poder Público, se não resolverem, vai acabar tomando uma medida de trazer para nós a própria gestão ou, naturalmente, contratar outra instituição”, finalizou.
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