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Vídeo mostra macaco sendo agredido no Parque Ecológico de Maracajá; Polícia ambiental apura o caso

Maus-tratos

Espécie é encontrada apenas no Sul do Brasil e tem maior concentração em SC

Por Lucas Renan Domingos11 de agosto de 2026 4 min de leitura
Instituto Marakinho | Divulgação

Um vídeo publicado nas redes sociais nessa segunda-feira, dia 10, ganhou repercussão e causou indignação. As imagens postadas no perfil do Instituto Marakinho mostram um visitante do Parque Ecológico de Maracajá, município do Sul de Santa Catarina, agredindo um macaco-prego-preto.

Pelo vídeo, é possível ver um homem atraindo o animal com uma folha. Distraído, o macaco nem vê o momento em que o visitante o atinge com um tapa. Gritando, o primata cai do local onde estava sentado e depois foge em direção à mata. Depois de chegar ao conhecimento do instituto, o caso foi levado à administração do parque, e uma denúncia foi realizada na Polícia Civil e na Polícia Militar Ambiental.

“Nossa intenção, em um primeiro momento, não era fazer a denúncia. O objetivo do vídeo que publicamos era ser educacional, para conscientizar as pessoas de que esse tipo de atitude não deve se repetir. Mas, em parceria com o parque, achamos melhor registrar o boletim de ocorrência e agora estamos tentando identificar o responsável”, explicou a presidente do Instituto Marakinho, Daniela Gonçalves.

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Crime de maus-tratos

As imagens não mostram o rosto do agressor. Os responsáveis pelo parque tentam identificar a roupa do visitante para coletar novas cenas de câmeras que possam ajudar a encontrar o suspeito.

De acordo com a capitão Brianna Tosetto de Souza, comandante da Polícia Militar Ambiental em Maracajá, uma das linhas da apuração é tentar confirmar a data de quando ocorreu a gravação. “Acredita-se que esse vídeo tenha sido feito há dois meses. Isso dificulta a identificação do suspeito. Mas vamos buscar alguma forma de tentar apontar o autor da agressão”, destacou.

O caso foi notificado aos policiais ambientais na noite dessa segunda-feira. Mais informações serão colhidas junto ao parque e, caso não seja possível uma identificação prévia do suspeito, o assunto seguirá com a Polícia Civil para investigação detalhada.

“Pelas imagens, fica caracterizado um crime de maus-tratos, que prevê detenção de três meses a um ano. Também vamos trabalhar na esfera administrativa. Será aplicada uma infração ambiental, podendo gerar multa de R$ 1,5 mil a R$ 50 mil por maltratar animal silvestre”, disse Brianna.

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Estima-se que o Parque Ecológico de Maracajá seja o habitat de 160 macacos-pregos-pretos. O animal está presente somente no Sul do Brasil, sendo o Sul de Santa Catarina a região com maior concentração da espécie.

“Podemos dizer que é um macaco quase ameaçado de extinção. As pessoas não levam isso em consideração. É uma espécie, que, diferente de outras, é altamente necessitada de florestas. Então qualquer fração de vegetação que tiver na região vai ser uma área possível para encontrar um macaco-prego de pelagem preta”, ressaltou Daniela.

Prefeitura se manifesta

A Prefeitura de Maracajá, responsável pela administração do parque, também emitiu nota repudiando a ação do visitante. O órgão municipal também disponibilizou canais de denúncia que possam colaboração com a apuração do caso.

“Diante da gravidade dos fatos, as imagens e informações disponíveis foram imediatamente encaminhadas às autoridades policiais e aos órgãos ambientais competentes para a devida apuração e identificação do responsável. Paralelamente, determinou-se o reforço imediato das ações de fiscalização preventiva e de orientação aos visitantes no local”, diz o texto (veja abaixo).

Nota de repúdio

A Administração Municipal de Maracajá informa que tomou conhecimento das imagens divulgadas em redes sociais que registram um ato de maus-tratos contra um espécime da fauna silvestre (macaco-prego) nas dependências do Parque Ecológico Municipal.

Diante da gravidade dos fatos, as imagens e informações disponíveis foram imediatamente encaminhadas às autoridades policiais e aos órgãos ambientais competentes para a devida apuração e identificação do responsável. Paralelamente, determinou-se o reforço imediato das ações de fiscalização preventiva e de orientação aos visitantes no local.

O município reafirma seu firme compromisso com a proteção animal, o cumprimento estrito da legislação ambiental vigente, em especial o disposto no artigo 32 da Lei Federal n° 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), e a manutenção da segurança e preservação no Parque Ecológico.

Para colaboração com informações que auxiliem na apuração ou para manifestações dos cidadãos, o órgão disponibiliza os seguintes canais de acolhimento:

* Ouvidoria Geral do Município: ouvidoria@maracaja.sc.gov.br

* Telefone / WhatsApp Institucional: (48) 97602-8364

As informações enviadas receberão tratamento sigiloso, garantindo a proteção e a confidencialidade da fonte.

Contamos com a colaboração continuada da comunidade para que o Parque Ecológico permaneça como um espaço seguro, educativo e de convivência harmoniosa com a fauna local.

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