Vídeo mostra projeto de elevação da ferrovia em Criciúma
Área urbana
A proposta prevê a elevação de aproximadamente sete metros

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, apresentou, em Brasília (DF), nessa terça-feira, dia 14, ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o projeto de elevação da ferrovia na área urbana do município. A proposta prevê a elevação de aproximadamente sete metros, desde a região do Rio Maina até o cruzamento com a avenida Centenário, no bairro Milanese.
A iniciativa busca enfrentar um dos pontos mais sensíveis da malha ferroviária no perímetro urbano: o nível dos trilhos e suas interferências diretas no dia a dia da cidade. Com a elevação, o município pretende reduzir riscos de acidentes e gerar impactos positivos na segurança pública, ao permitir melhor ordenamento, iluminação e fiscalização de áreas que, atualmente, são consideradas vulneráveis ao longo do traçado. Veja o vídeo abaixo:
Elevação do trilho: mobilidade, segurança e impacto social
O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, João Paulo Casagrande, detalhou o conceito da obra. “O trilho veio por ideia do prefeito. Vemos um movimento muito grande da mineração, e hoje o trem passa no Pinheirinho atrapalhando a Centenário e trazendo riscos à segurança pública”, explicou em entrevista recente.
A equipe técnica avaliou alternativas, incluindo o modelo da cidade de Maringá (PR), que optou por rebaixar os trilhos. Mas em Criciúma essa solução é inviável. “Se rebaixássemos, ficaríamos em cotas de rio, tendo que bombear continuamente por muitos anos. Então decidimos elevar o trilho”, detalhou. “A gente não quer só resolver o trilho. Queremos resolver a questão social e a mobilidade urbana”, acrescentou.
O plano conceitual prevê vias duplicadas ao longo do novo elevado, interligando a avenida Centenário à região da rótula próxima ao Mercado Moniari (apenas referência), na Luiz Lazarim. “É uma continuidade do Anel Viário até a avenida Centenário, já que não temos como levar essa conexão até a universidade”, completou.
Segundo ele, o próprio DNIT e a Ferrovia Tereza Cristina (FTC) reconhecem a urgência de uma intervenção. “É um problema grande para eles, porque as casas já estão invadindo muito a área de segurança do trilho. A faixa de domínio tem 40 metros, que são 20 metros para cada lado e ainda há a faixa de segurança do trem, de seis metros para cada lado. Num trilho elevado, a engenharia resolve isso, com tecnologias mais modernas”, garantiu.
Casagrande destacou que o projeto também prevê a realocação de pessoas que hoje estão morando próximo ao trilho. “Nós temos um projeto social de realocá-las [famílias] para uma área que já está sendo estudada, também teremos um loteamento social com casas, tudo com uma vida digna que todas elas merecem”, ressaltou.
Maior obra da história recente de Criciúma
Casagrande reconhece que o projeto terá alto custo e grande complexidade técnica. “Arriscaria dizer que será o maior investimento entre todas as obras que já fizemos. Estimamos algo acima de R$ 200 milhões, com base em trabalhos semelhantes no Brasil, como o Monotrilho de São Paulo e outros elevados metálicos”, pontuou.



