Vídeo: prefeito ameaça romper contrato com a Afasc e questiona aumento de 60% aos professores
Criciúma
Vagner Espindola se pronunciou pelas redes sociais sobre a greve dos professores

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, se pronunciou na manhã desta terça-feira, dia 12, sobre a greve dos professores da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc). A paralisação iniciou às 6 horas nos 40 Centros de Educação Infantil (CEIs) administrados pela instituição, que atendem mais de cinco mil crianças.
O chefe do Poder Executivo falou sobre o dissídio dos servidores municipais e ressaltou a importância do diálogo. “Nós acabamos de resolver um dissídio com os servidores públicos municipais e, pela primeira vez, o dissídio garantiu a possibilidade de quem está no magistério, que é professor, receber, volto a dizer, pela primeira vez, o piso do magistério para o servidor público concursado. Aquele que fez o concurso e agora ingressou como servidor público municipal. Isso se deu com diálogo, isso se deu com divergências, mas isso se deu dentro do campo da responsabilidade”, afirmou.
Espindola garantiu estar preocupado com a paralisação dos professores. “Nós estamos, e o prefeito está, do lado dos pais. Dos pais que, hoje, por exemplo, não tiveram onde deixar os seus filhos. Dos pais que tiveram que ficar em casa colocando em risco o seu próprio salário e o seu próprio sustento. De mães que já estavam indo para o trabalho e tiveram que voltar e ligar para a empresa dizendo que não iam trabalhar. De crianças que, talvez, teriam como primeira refeição aquela lá na Afasc”, frisou.
“E o que é mais estarrecedor ainda: existem agentes políticos que estão felizes com isso tudo. Enquanto as crianças precisam de alimentação, tem gente sorrindo com relação a isso”, acrescentou.
O prefeito ressaltou que poderá romper o contrato com a Afasc e destacou que já notificou a instituição. “Mas fiquem tranquilos, nós vamos restabelecer a ordem. Nós vamos, com essa notificação, exigir que a Afasc restabeleça todos esses serviços. Paralelo a isso, já estamos conversando com a Secretaria da Educação, que já está fazendo contato com outras instituições, porque, se a Afasc não resolver essa situação junto com o sindicato, nós resolveremos. Faremos a rescisão e contrataremos outras instituições para prestar esses serviços. Porque as crianças da cidade de Criciúma não vão ficar sem o serviço de creche”, pontuou. Confira o vídeo abaixo:
Sobre a greve
Os professores da Afasc estiveram reunidos na última sexta-feira, dia 8, em assembleia no Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas e recusaram a nova proposta da direção da instituição de 6,36%.
Atualmente, os professores da Afasc recebem R$ 3.133,62 por 40 horas semanais. A instituição ofereceu, em um primeiro momento, 5,36%, ou seja, o salário passaria para R$ 3.301,58, porém a proposta foi rejeitada no último dia 27 de abril. Na última sexta-feira, o sindicato trouxe uma nova proposta de 6,36%, que também foi rejeitada por unanimidade. O piso do magistério para 40 semanais é de R$ 5.130,63.
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