Vigilância Epidemiológica fumacense orienta sobre como proceder em caso de suspeita de Dengue
Morro da Fumaça
Município está entre as cidades catarinenses não infestadas pelo mosquito Aedes aegypti

Diante do atual cenário Emergencial Epidemiológico vivenciado pelo estado de Santa Catarina, a Vigilância Epidemiológica de Morro da Fumaça orienta que a população fique atenta aos sintomas da doença e recomenda que em caso de sinais e sintomas da dengue, o indivíduo deve beber bastante água, não se automedicar e procurar atendimento médico imediatamente.
Atualmente, o município não apresenta nenhum caso de dengue confirmado e também não possui o registro de focos do mosquito Aedes aegypti, agente transmissor da dengue, zika e chikungunya. Saiane Steinback, coordenadora da Vigilância Epidemiológica explica que o momento não é de pânico e sim de atenção frente às atuais circunstâncias. “As pessoas devem estar vigilantes, seja em relação às ações de controle do mosquito, bem como em relação a possíveis casos da doença. A Dengue mata e os sintomas não podem ser negligenciados. Se a pessoa não está bem, deve buscar atendimento médico”, recomenda.
A primeira manifestação da dengue é a febre alta, de início abrupto, que geralmente dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceiras na pele, entretanto, a infecção pode ser assintomática. A secretária de Saúde, Marijane Felippe alerta que a assistência médica que o paciente com dengue recebe é decisiva na evolução do quadro.
“Felizmente Morro da Fumaça está entre as cidades catarinenses não infestadas pelo mosquito Aedes aegypti. Entre 2020 e 2024, tivemos apenas o registro de três focos confirmados e um caso da doença contraído fora do município. Apesar disso, não podemos esquecer que o vírus é uma realidade em nossa região e as pessoas podem contrair dengue. Com base nisso, toda pessoa que apresentar sintomas deve ter acompanhamento médico. Por ser uma doença sistêmica, a maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive evoluir para óbito”, alerta.
Como estratégia de enfrentamento à dengue, a equipe da Vigilância Sanitária, desde outubro de 2023 vem intensificando as ações de conscientização sobre a importância do combate ao mosquito. “Atualmente, a cidade tem 15 pontos estratégicos e 77 armadilhas instaladas. O monitoramento é realizado semanal e quinzenalmente, respectivamente. Além das faixas informativas espalhadas pela cidade, estamos realizando visitas orientativas nos estabelecimentos. Mediante a volta das aulas iremos retomar as palestras e também as ações informativas no Centro da cidade”, esclarece a agente de Endemias, Rute Laurentino Martinez.
Apesar do cenário não ser alarmante em Morro da Fumaça, Patrícia da Rosa Satiro Zanette, coordenadora da Vigilância Sanitária, reitera a importância da população se manter vigilante em relação ao combate do mosquito. “Ele está presente em nosso Estado e a cada dia os casos confirmados tem aumentado, precisamos estar todos mobilizados e atentos para evitar que o Aedes aegypti encontre opções para se reproduzir e disseminar a doença em nosso município”, pontua.
A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, tampas, caixas d’água, piscinas sem uso e sem manutenção. Denúncias sobre possíveis focos ou equipamentos em má conservação que podem ser potenciais criadouros devem ser comunicadas por meio do telefone (48) 3434 2442 ou por meio do e-mail: sanitaria.saude@morrodafumaca.sc.gov.br.
Saiba mais sobre os sintomas da dengue:
Todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) com início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações - dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno. No entanto, após o período febril deve-se ficar atento. Com o declínio da febre, alguns sinais podem indicar o início da piora no quadro. Esses indícios evidenciam o extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos e/ou hemorragias, sendo assim caracterizados:
dor abdominal (dor na barriga) intensa e contínua;
vômitos persistentes;
acúmulo de líquidos em cavidades corporais;
hipotensão postural e/ou lipotímia;
letargia e/ou irritabilidade;
aumento do tamanho do fígado;
sangramento de mucosa;
aumento progressivo do hematócrito.
Colaboração: Daiana Carvalho/Prefeitura de Morro da Fumaça



