Combate à dengue
Vigilância intensifica trabalhos de prevenção da Dengue após identificação do primeiro caso em SC
Em Criciúma, a Vigilância Epidemiológica está visitando as residências
Por Rafaela Custódio
3 min de leitura

Santa Catarina registrou o primeiro caso autóctone de dengue no estado neste ano. O caso foi em janeiro, em Florianópolis. O fato fez com que outras regiões aumentassem os trabalhos de prevenção. Em Criciúma, a Vigilância Epidemiológica está visitando as residências próximas de armadilhas instaladas pela Administração Municipal.
Desde novembro de 2018, o órgão identificou quatro focos do mosquito Aedes Aegypti por meio de armadilhas instaladas por profissionais do Programa de Combate à Dengue.
Um trabalho de delimitação dos focos identificados foi realizado num raio de 300 metros a partir do local, onde agentes de endemias visitaram residências na área delimitada. As armadilhas estão distribuídas em pontos estratégicos.
De acordo com a gerente da Vigilância em Saúde, Suzana Vaz, um caso de Chikungunya foi registrado em uma mulher de Criciúma. “Uma mulher de 34 anos viajou para o Rio de Janeiro e na volta estava com suspeita de dengue e Chikungunya. Foram realizados exames e o resultado apontou negativo para a dengue, mas para o Chikungunya deu positivo. Os exames foram realizados em um laboratório particular”, explica.
A vítima foi tratada, medicada e já está em casa em bom estado. “A Vigilância Epidemiológica de Criciúma está acompanhando o caso. O laboratório reconhecido pelo Estado ainda não deu o resultado confirmatório, temos apenas o resultado do laboratório particular. Mas ela já está medicada”, ressalta.
“A nossa preocupação é que no município de Criciúma temos muitos mosquitos transmissores do caso da chikungunya, que é o mosquito Aedes Albopictus. É diferente do mosquito Aedes Aegypti, que nós pouco temos no município. A Chikungunya também é transmitida pelo mosquito. Então, se o mosquito picar a mulher que está com Chikungunya, ele pode infectar outros humanos e transmitir. Por termos muito esse mosquito na cidade é uma preocupação muito grande. A importância de estarmos monitorando e passar muito repelente para não ser picada”, afirma.
De acordo com a médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Criciúma, Marina Zanette, após a confirmação do primeiro caso de dengue registrado em Santa Catarina em 2019, em Florianópolis, o cuidado em Criciúma foi redobrado. “Pedimos a colaboração e o empenho da população para eliminar possíveis criadouros do mosquito da Dengue, ficando de olho nos seus terrenos, vasos de plantas, pneus, garrafas e calhas para não acumular água parada”, comenta.
Denúncias de possíveis focos do mosquito Aedes Aegypti em Criciúma podem ser realizadas pelo telefone (48) 3445-8729 ou através da Ouvidoria, pelo telefone 156.



