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Vindo do RS buscando oportunidades, morador relata desafios após fortes chuvas em Criciúma

Relato

Dejair Espinosa, atua como ceramista e estava há 15 dias morando no município

Por Patrick Stüpp22 de setembro de 2026 3 min de leitura
Patrick Stüpp | Portal Engeplus

Dejair Espínosa, morador do bairro Sangão, foi uma das pessoas afetadas devido às fortes chuvas registradas nessa segunda-feira, dia 21, em Criciúma. Vindo de Gravataí (RS) em busca de novas oportunidades de emprego, ele estava há 15 dias morando no município e passou a noite com a família no Centro Multiuso da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), no Parque das Nações, no bairro Próspera.

“Eu nunca tinha passado por uma situação dessas. Nos mudamos de Gravatai no Rio Grande do Sul faz 15 dias e alugamos uma casa perto do rio Sangão. O inquilino falava que fazia aproximadamente cinco anos que não enchia o rio. No entanto, demos azar com essa chuva, pois o rio Sangão encheu e inundou nossa casa”, contou o morador, que atua como ceramista no muncípio de Criciúma.

Antes de ser levado para o Centro Multiuso, Espinosa contou para o Portal Engeplus que a última vez que entrou na sua residência foi por volta das 21 horas. Neste momento, conforme o morador, ao transitar pela rua a água chegava bater no seu peito. Já dentro da própria residência, a água da chuva batia na canela. Na hora da enchente, dentro da casa estava a sua mulher e outras pessoas da família que vieram visitá-lo de Gravataí

“Depois das 21 horas, não sei mais o quanto a água subiu. Eu não sei o quanto eu perdi, mas com certeza algumas coisas eu perdi. Eu estava no serviço na hora da enchete e minha família foi salva de barco pelo meu vizinho. Eles foram levados para o salão da igreja. Posteriormente, o líder comunitário conversou com a Defesa Civil e, por volta das 22 horas, fomos trazidos para o Centro Multiuso”, contou.

Dejair Espinosa, atua como ceramista e estava há 15 dias morando no município. (Foto: Patrick Stüpp | Portal Engeplus)

“Não pretendo ir embora”

Embora a situação enfrentada, Espinosa frisou para a reportagem que não pretende sair de Criciúma e retornar para o Rio Grande do Sul. O morador mencionou que a sua decisão ocorre devido às maiores oportunidades de emprego encontradas no município. “Eu vim para trabalhar e no mesmo dia que cheguei já consegui emprego. Mas, no momento, preciso dar um jeito para ajudar toda a casa”, destacou.

O ceramista também falou sobre a hospitalidade e cuidados oferecidos pelos colaboradores da Afasc e da Prefeitura de Criciúma no Centro Multiuso. Para Espinosa, a receptividade foi considerada nota 11, principalmente por conta do conforto oferecido para a sua família e para outras que estavam abrigadas na localidade. Além disso, também projetou seus objetivos ao retornar para casa.

“Chegando em casa, vou arregaçar as mangas e vamos começar o trabalho de limpeza. Tenho que ver o que vou poder aproveitar. Não sei o quanto a água subiu na casa, mas espero que esteja tudo no mesmo lugar. Vai ser uma faxina grande, já que precisaremos decidir o que vai fora e o que não vai fora e continuaremos tocando a vida. Foi um problema da natureza, ninguém tem culpa”, finalizou.

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