Contexto Internacional

Vitória da extrema-direita na França

Apoio ao Presidente Macron caiu no país

Por André Abreu30 de junho de 2024 3 min de leitura
Gabinete Emmanuel Macron

Atualização às 19:40: O apoio ao presidente francês Emmanuel Macron caiu, com o Rassemblement National (RN) de extrema-direita a liderar as sondagens, no primeiro turno de uma votação que vai eleger os 577 membros da Assembleia Nacional.

O Rassemblement National (RN), o partido de extrema-direita liderado por Marine Le Pen e Jordan Bardella, ganhou o primeiro turno das eleições legislativas na França, de acordo com uma projeção da Ipsos Talan hoje (30 de junho) após o encerramento das urnas.

Segundo a sondagem, o RN poderá ter obtido 34% dos votos expressos, o que representa uma ligeira descida em relação às sondagens da semana passada, que colocavam o partido e os seus aliados em 36%.

A confirmar-se, este resultado representaria uma subida significativa para o partido de Le Pen, anteriormente designado Frente Nacional, à medida que o apoio ao presidente centrista Emmanuel Macron diminui.

Ao meio-dia na França, a taxa de participação dos eleitores era de 25,9%, anunciou o ministro do Interior francês.

A afluência às urnas ao meio-dia no primeiro turno foi de 25,9%, de acordo com os dados do Ministério do Interior, o que é superior às eleições legislativas de 2022 à mesma hora. Há dois anos, a taxa de participação era de 18,43% ao meio-dia.

A extrema-direita lidera as sondagens pré-eleitorais.

Os eleitores de toda a França estão no domingo votando no primeiro turno de uma eleição parlamentar antecipada que poderá colocar o governo francês nas mãos de partidos nacionalistas e de extrema-direita pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.

Após os resultados das eleições europeias, que deu a vitória ao Rassemblement National (RN), o presidente da França convocou eleições antecipadas e arrisca perder ainda mais a sua influência na Assembleia Nacional.

Macron tem-se apresentado ao centro, não sendo nem de esquerda, nem de direita, lançando um movimento centrista que se inspirou nos dois partidos moderados tradicionais do país.

Posição que, segundo especialistas, “desregulamentou o sistema político francês, tradicionalmente marcado pela divisão direita-esquerda", disse Stéphane Cadiou, professor de ciências políticas na Universidade de Lyon 2.

Muitos eleitores franceses estão frustrados com a inflação e as preocupações económicas, bem como com a liderança de Emmanuel Macron, que consideram arrogante e alheia às suas vidas.

O partido anti-imigração RN, de Marine Le Pen, tem aproveitado e alimentado esse descontentamento, nomeadamente através de plataformas online como o TikTok, e dominou todas as sondagens pré-eleitorais.

Uma nova coligação de esquerda, a Nova Frente Popular, está também a desafiar Macron, pró-empresarial, e a sua aliança centrista Juntos pela República.

Os cerca de 50 milhões de eleitores recenseados escolherão 577 membros da Assembleia Nacional, a influente câmara baixa do parlamento francês, durante os dois turnos de votação.

Depois de uma campanha marcada por um crescente discurso de ódio, a votação começou cedo nos territórios ultramarinos franceses (Guiana Francesa, por exemplo) e as assembleias de voto abriram na França continental às 8 horas de domingo (3 horas no horário de Brasília).

As primeiras projeções das sondagens são esperadas pelas 20:00 (15:00 no horário de Brasília), quando encerram as últimas assembleias de voto, e os primeiros resultados oficiais são esperados para o final da noite de domingo (final de tarde no Brasil).

Foto: Presidente Macron encontra Cacique Rauni em junho de 2023.

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