Viva La Vida: grupo de dança formado por mulheres traz alegria e superação para Turvo
União pela amizade
Juntas a quatro anos, elas fazem apresentações com diversos temas e fantasias

O grupo de dança Viva La Vida, formado por 17 mulheres, vem trazendo alegria e superação para o município de Turvo. Criado na primavera de 2021, a partir de projetos idealizados pelo poder público, o grupo tem com objetivo ter na dança como uma forma de terapia para melhorar a autoestima.
Conforme a participante do grupo, Viviane Roza, de 51 anos, a dança as uniu e fez com que construíssem um laço profundo de amizade. “Nossas primeiras apresentações se voltavam para os encontros nos Clubes de Mães do nosso município. E desde então foram diversas apresentações com temas variados. Atualmente, o grupo existe de forma independente, porque não conseguimos nos desfazer pela afinidade que criamos umas pelas outras”, contou Viviane.
Inicialmente, elas coreografavam e dançavam músicas típicas dos colonizadores italianos, buscando valorizar a cultura predominante no município. Com o tempo as apresentações passaram a ser mais diversas. O grupo se originou de mulheres descendentes italianas, que queriam viver a vida com o melhor a oferecer, por meio da dança.
“A primeira apresentação foi italiana, mas hoje criamos diversas coreografias de diferentes temas. Por exemplo, vestidas de espanholas, anos 80, perucas rosa em celebração ao Outubro Rosa, entre outros”, detalhou coreógrafa do grupo, Sandra Minatto, de 50 anos.

Espaço de cura
Viviane destacou que o convívio nas apresentações a auxiliou nos momentos mais complicados que passou. “Esse grupo chegou na minha vida no momento mais difícil. Tive muitas perdas devido ao Covid-19 e me ajudou a reerguer, me tirando da depressão. Para mim, o grupo tem como intuito auxiliar as mulheres em momentos difíceis e mostrar que não importa a idade, elas conseguem dançar e fazer as coisas que mais gostam. O lugar da mulher é onde ela quiser”, expressou.
Já no caso de Adelci, de 69 anos, mesmo a distância não a impede de frequentar os encontros, já que mora em Araranguá. “Esse grupo é muito mais do que dança para mim, ele me ajuda a elevar a autoestima e tem um papel muito importante no meu enfrentamento da depressão. Mesmo morando em outra cidade, não consigo me desligar, porque aqui encontrei acolhimento, carinho e força. Para mim, é uma verdadeira família”, expressou.

Regina, de 66 anos, que faz parte do grupo desde o princípio, também destacou a união e o apoio que todas têm mutuamente. “A primeira formação desse grupo, foi com outras pessoas, mas o tempo passou e algumas saíram e outras entraram, assim estamos até hoje. Um grupo que se respeita, se acolhe e se gosta muito da companhia uma da outra”, revelou.
Para quem entrou no grupo recentemente, o sentimento não muda. Neiva Modanese Sartor, de 70 anos, encontrou um lar nos encontros. “Entrei no Viva La Vida no início do ano e já se tornou uma família. Linda e respeitosa, estamos sempre abrilhantando os lugares que passamos juntas”, compartilhou.
Viviane frisou que buscam sempre ser um espaço positivo e de acolhimento para as participantes. “Nosso desejo é viver a vida e cuidar para que nosso grupo continue sendo um espaço de terapia, onde nele trabalhamos nossa autoestima. Por meio da troca de experiência, música, dança e diversão. Pretendemos hoje, mais do que trazer alegria, reforçar que dançar faz bem, e que a superação vem para quem se desafia”, finalizou.



