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Voluntário criciumense ajudará no resgate de vítimas do conflito entre Israel e Hamas

Trabalho voluntário

Jheison Pinheiro de 33 anos vive em Portugal e atua como voluntário na Cruz Vermelha

Por Patrick Stüpp29 de outubro de 2023 3 min de leitura
Divulgação

As vítimas da guerra entre Israel e o grupo Hamas terão a ajuda de um criciumense. Médico e voluntário da Cruz Vermelha, Jheison Pinheiro, de 33 anos, se voluntariou para ajudar as pessoas que estão sofrendo com os conflitos ocorridos atualmente no Oriente Médio.

Após se voluntariar, o médico ainda está na fase de preparação para iniciar as viagens. De acordo com Pinheiro, a primeira viagem ainda não será para Israel. Mas, para um determinado país em que um treinamento será realizado. A finalidade da ação é ensinar os profissionais na atuação de resgate em zona de guerra e catástrofes.

“A minha expectativa está focada em ter êxito nos resgates de vítimas e ter bons resultados no tratamento de feridos. Eu tenho a ciência que não será uma tarefa fácil, dado ao fato que estaremos em um cenário de guerra, principalmente, em que terroristas não respeitam a imparcialidade nem agentes de saúde e resgate”, afirmou o médico.

Solidariedade e trabalho voluntário

Apesar de ter nascido em Criciúma, o médico vivia na cidade de Içara. Após completar 20 anos, se mudou para a Rússia onde cursou Medicina e, aos 28 anos, se mudou para Portugal, onde vive atualmente. Pinheiro é voluntário e médico em tempo integral em uma delegação regional da Cruz Vermelha Portuguesa desde 2020.

“Desde o dia que eu decidi seguir pela carreira médica, sempre tive o desejo de poder ajudar as pessoas. Durante o ano de 2020, ajudei meus colegas atuando contra a pandemia do Covid-19. Já em questão as guerras, quando começou na Ucrânia também me voluntariei para ajudar nos resgates. E agora com o conflito no Oriente Médio, não tive dúvidas que queria ser voluntário. Busquei logo a oportunidade de ajudar no resgate e no tratamento de feridos”, comentou.

Segundo o criciumense, por conta do desfecho da guerra o trabalho voluntário e ação de pessoas que estão dispostas a ajudar são essenciais. O médico destaca que a sociedade precisa de mais pessoas que estão dispostas a lutar pela vida, mesmo que estejam arriscando a sua própria segurança.

“Estamos vivendo realidades que a maioria das pessoas da minha geração não conhecia. Há pouco enfrentamos uma guerra contra a Covid-19, logo depois uma guerra no Leste Europeu e agora no Oriente Médio. Então, o altruísmo é um sentimento que todos deveríamos sentir”, destacou.

Jheison Pinheiro atua como médico desde 2010. Atuando na Cruz Vermelha de Portugal, o criciumense realiza emergências pré-hospitalares, emergências médicas, além de resgates de vítimas de acidentes e catástrofes naturais ou provocadas.

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