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Voos regionais: saiba como deve funcionar o projeto do governo de SC com rota no Sul do estado

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O aeroporto de Forquilhinha é um ponto estratégico para a proposta em estudo

Por Lucas Renan Domingos29 de julho de 2025 3 min de leitura
Rafaela Custódio/Portal Engeplus/Ilustrativa

Durante visita ao Sul de Santa Catarina na última sexta-feira, dia 28, o governador Jorginho Mello atualizou o andamento do projeto do governo para implantar no estado os voos regionais. A proposta tem o Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha, como ponto estratégico de uma das rotas planejadas.

Uma empresa de Joinville está em negociação com o Governo de Santa Catarina para assumir a operação. Com a intenção de baratear os custos, o Estado pretende ser sócio da companhia aérea que realizará os voos.

“Eles vão comprar quatro aviões, avaliados em R$ 120 milhões. Por meio do InvestSC, o Estado vai ser sócio, adquirindo 20% das aeronaves, algo próximo de R$ 30 milhões”, disse o governador. “Inicialmente serão duas rotas, mas outras podem ser criadas, dependendo da demanda”, acrescentou Mello.

As aeronaves sairão de São Miguel do Oeste, passarão por Xanxerê, Joaçaba, Lages e Florianópolis e chegarão ao Sul catarinense. “Chegando em Forquilhinha, ele retira os bancos e vai distribuir medicamentos no estado. Depois retorna para Forquilhinha, recoloca os bancos, e faz o caminho de volta até São Miguel do Oeste”, detalhou o governador.

Outra rota avaliada pelo Governo de Santa Catarina parte de Curitiba, no Paraná, passa por Rio Negrinho, Joinville, Concórdia, Erechim e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Comitiva de SC conhecendo fábrica de aviões de pequeno porte na China - Foto: Divulgação/Secom

O Governo de Santa Catarina também vai subsidiar parte dos custos dos voos. As aeronaves que estão sendo avaliadas para compra possuem 21 lugares e o Estado pretende bancar parte dos assentos.

“A empresa vai nos dizer quantos lugares de cada voo precisam ser ocupados para não ter prejuízo. Se ela falar que é dez e somente oito passagens forem vendidas, o Governo de Santa Catarina vai pagar as outras duas que faltarem”, afirmou o governador.

Mello avalia que os aportes públicos são necessários para que o projeto consiga ‘decolar’. “Vamos pagar [as passagens] até o negócio voar de verdade, até ter uma rotina. Quando você sabe que tem voos, o dia e a hora você compra passagem. E serão passagens que não são caras”, frisou.

No mês de junho, Jorginho Mello liderou uma comitiva catarinense na China. O grupo uma das maiores fábricas de aviões da China, localizada na cidade de Harbin. Durante a visita, o governador conheceu uma aeronave com capacidade para 20 passageiros, que pode ser facilmente convertida para transporte de cargas, exatamente o tipo de avião que atende às necessidades do estado para a implantação dos voos regionais.

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