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Saúde

Alcoólicos Anônimos

A.A: há 35 anos salvando vidas e recuperando famílias em Criciúma

Atualmente, irmandade conta com nove grupos no município

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: Douglas Saviato

Os Alcoólicos Anônimos, irmandade fundada em 1935 nos Estados Unidos, completa 35 anos neste fim de semana em Criciúma. Na maior cidade do Sul do Estado, no dia 8 de março de 1979 homens e mulheres começaram a compartilhar suas experiências, forças e esperanças com o objetivo de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo. Atualmente, são noves grupos de A.A em Criciúma, além de grupos instalados em outros municípios da região, como em Cocal do Sul, Morro da Fumaça, Forquilhinha, Balneário Rincão, Siderópolis, Treviso e Içara.

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O primeiro grupo fundado em Criciúma foi o Nova Aurora, no bairro Pinheirinho, anexo ao Bairro da Juventude. No local, como ocorre nos meses de março um almoço foi preparado para os integrantes e familiares da irmandade. De acordo com Sérgio*, um dos integrantes do A.A, todos os grupos estão de mãos abertas para receber aquela pessoa que necessita de ajuda. “Há um tabu em relação aos Alcoólicos Anônimos. A sociedade tem o pensamento que o A.A existe para as pessoas que estão na sarjeta, mas, pelo contrário, estamos aqui para ajudar qualquer pessoa, ajudar as famílias. É muito importante que a população venha conhecer a irmandade, que está aberta para todos, sem restrição”, ressalta.

Contato - Conforme Sérgio, o A.A tem um escritório físico na região central de Criciúma. O espaço funciona em horário comercial e serve para que as pessoas conheçam mais sobre os serviços prestados e procure ajuda. “O telefone para contato é 3433-0934. A população pode se informar como funcionam nossas reuniões e em quais bairros os grupos estão presentes”, destaca.

Uma breve reflexão pode contribuir para que as pessoas procurem ajuda. “Alguns sinais demonstram o desenvolvimento da doença do alcoolismo. Por exemplo, o álcool está prejudicando sua vida pessoal, os relacionamentos, inclusive, dentro de casa? Quando a vida começa a sofrer alterações é importante procurar ajuda”, coloca. Ainda conforme Sérgio, com o passar dos anos a tendência para o consumo do álcool está maior. “O consumo está mais acessível e natural para a população. Outro agravante é que o álcool é a porta de entrada para as demais drogas”, pontua.

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Família - A família é determinante no momento de buscar ajuda. Além do A.A, os familiares e amigos dos alcoólatras contam com o AL-ANON, grupo que ajuda a entender o alcoólatra e a buscar uma solução para a doença. “Faz 17 anos que faço parte do AL-ANON e meu marido parou de beber faz 15 anos. Chegou uma hora que falei para ele: você tem o direito de beber, mas eu não tenho o direito de conviver com alguém que tem essa doença. Neste momento, ele decidiu procurar ajuda. Meu marido passou 30 dias internado para desintoxicação e começou a frequentar o A.A”, lembra a companheira de AL-ANON, Djalmira*.

“Se isso não tivesse acontecido estávamos separados e ele nem estaria mais vivo. Hoje, somos muitos felizes. Minha vida mudou completamente”, pontua. Nesta manhã, os companheiros de A.A e AL-ANON tiveram reuniões de recuperação e uma temática com o médico Jair Cardoso, com o tema: O conflito do álcool no corpo.

*Apenas o primeiro nome dos inegrantes dos Alcoólicos Anônimos é revelado para manter o anonimato.

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