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A apreensão

A apreensão de quem convive com as cheias

Por Redação Engeplus

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Poucos minutos de chuva e de repente tudo está alagado. Pessoas ficam ilhadas, carros surgem boiando e comerciantes perdem mercadorias. Os últimos dias têm sido infernais para lojistas, moradores que residem no Centro, proximidades do Hospital São José, e trabalhadores que precisam passar por aquelas imediações, uma das mais castigadas pelas águas.

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“É um caos total. Não tem como sair de casa, nem a pé e muito menos de carro. Para quem tem filho pequeno é pior ainda", afirma Patricia de Souza Perucchi, moradora da Rua Felipe Schmidt. "Até ficamos sem elevador porque a água tomou conta da garagem no subsolo. Tive que subir as escadas com filho no colo e compras, fora o prejuízo material dos vizinhos que tiveram danos com os carros e a cena triste ao ver dezenas de pessoas, muitas delas idosas, passando com água quase na cintura após fazer consulta nas clínicas aqui de perto.”

A secretária Vanessa Aliatti diz ficar apreensiva nos finais de tarde. Ela trabalha no Hospital São João Batista e tem que escolher caminhos alternativos para chegar em casa. “É sempre um drama”, resume. Chegar ao trabalho atrasado também é outro problema. “Na quinta, os ônibus tiveram que desviar o caminho e os funcionários correram para conseguir bater o ponto no horário”, lembra a jornalista Taize Pizoni, assessora de imprensa do Hospital São José.

Samira Dutra, do Departamento de Marketing do Colégio Marista, registrou com fotos e vídeos os últimos três dias de enchente. "Na quarta foi pior. Com as ruas inudandas muda tudo, mas os que mais sofrem são os moradores. Uma amiga nesses dias de cheia só conseguiu entrar no prédio após às 21 horas quando o volume de água diminuiu", conta.

(Fotos/Arquivo: Patricia de Souza Perucchi)

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