A areia
A areia ferveu no Praião
Por Redação Engeplus
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Quentes dentro das quatro linhas, as disputas do Praião ganharam um componente especial na última rodada da primeira fase. A areia estava escaldante neste domingo, dificultando inclusive a circulação dos atletas.
A alta temperatura da areia forçou, inclusive, a interrupção do jogo entre Praia e Carbonífera Criciúma. A partida iniciou por volta das 15:20. Foi paralisada logo a 1 minuto, houve uma segunda parada antes dos 5, e a terceira, aos 10, durou mais de meia hora.
Retomada a partida, os atletas sofreram. Fá, da Carbonífera Criciúma, reclamava a todo instante. Bolinho, do Praia, foi sacado do time no intervalo, com queimaduras nos pés. O Siderópolis teve problema semelhante na rodada de sábado.
A organização buscou recursos para tentar amenizar a temperatura da areia. O Corpo de Bombeiros foi chamado para fornecer água e molhar a arena, mas o equipamento estava em ocorrência.
O caminhão pipa da Prefeitura de Içara, em manutenção, não pôde ser utilizado.
Sem alternativas, os próprios jogadores molharam uma das laterais da arena, para esfriar os pés. Um chuveiro próximo ficou o tempo inteiro aberto, para ajudar na luta contra o calor. Buracos foram cavados no chão para, com a umidade da areia, facilitar a missão das equipes.
Os horários dos jogos foram apontados, por dirigentes, como vilões. "Mas não podemos atrasar as partidas, por causa da Série B", justificou o presidente da FME de Içara, Flávio Felisberto.
A tendência, portanto, é que nas próximas fases o Praião volte a ter areias literalmente quentes.



