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A cada chuva, um teste para o Canal Auxiliar

Autoridades avaliam que a obra cumpriu seu papel onde já foi implantada, mas ainda existem pontos críticos que merecem atenção

Por Redação Engeplus

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Na última semana, Criciúma teve dias com fortes pancadas de chuva. Em anos anteriores, dias como estes ou com as chamadas tempestades de Verão assustavam a população, em especial os moradores e comerciantes instalados em locais que eram bastante afetados pelas enchentes na cidade. No entanto, desta vez a situação foi diferente, já que, com a ajuda do Canal Auxiliar ao rio Criciúma, o município não precisou enfrentar tantas dificuldades.

Conforme a coordenadora da Defesa Civil de Criciúma, Angela Melo, "o Canal Auxiliar se comportou bem, analisando o volume de chuva dos últimos dias, pois ele deu a vazão de água que era esperada". Porém, Angela explica que ainda existem alguns gargalos e pontos críticos. O estacionamento que fica atrás da rodoviária, destinado aos ônibus, é um deles. Ali, segundo a coordenadora, existe um problema sério relacionado ao lixo, o qual enche os boeiros e obstrui a passagem de água.

"Uma equipe fará a desobstrução dos boeiros onde houve alagamentos. Isso pode amenizar o problema, mas também é importante lembrar que nem todos os pontos foram contemplados pelo Canal Auxiliar, pois ainda há uma segunda parte de obras a ser executada", avalia Angela.

O secretário de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana da prefeitura de Criciúma, José Sérgio Búrigo, também ressalta que há pontos críticos, os quais já são conhecidos pela população. Segundo ele, há dificuldades de escoamento da água nas ruas Humberto de Campos, João Cechinel e Wenceslau Braz (bairro Operária Nova), na praça próximo da igreja evangélica da Avenida Centenário, no trevo do bairro Santo Antônio e, como já citado, nas proximidades dos fundos da rodoviária.

Estes locais, de acordo com o secretário, são áreas onde ainda faltam ser completadas as ramificações do Canal Auxiliar. "Faltam as ligações até o Canal. Não quer dizer que não existe drenagem no local. Porém, a drenagem está subdirecionada, é pequena para o volume e velocidade de água que se desloca", explica.

A conclusão destas áreas críticas está no projeto da segunda etapa do Canal Auxiliar. "Temos os estudos para a meta dois. Vamos encaminhar o projeto para a Caixa Econômica Federal, e, se tudo correr bem, em 60 dias teremos o parecer", conta Búrigo. Enquanto isso, Angela Melo pede atenção das pessoas. Andar dentro da água em dias de chuva pode trazer doenças ou até causar acidentes. "Evitem andar dentro da água e escolham um ponto seguro para esperar a chuva passar", orienta a coordenadora.

Rua Araranguá - Conforme Angela, a segunda etapa das obras de implantação do Canal Auxiliar deve iniciar no ponto da rua Araranguá onde está localizada a ponte. "Naquele trecho ocorreram desabamentos de terra às margens do rio Criciúma, onde, hoje, ainda existem estabelecimentos comerciais, os quais permanecem abertos, mesmo com a interdição da Defesa Civil. Para resolver o problema destes comerciantes, serão colocados anéis de concreto dentro do rio, a fim de evitar novos deslizamentos", revela Angela.

Colaboração: Mariana Noronha/Portal Satc

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