A Copa
A Copa de quem não para
Por Redação Engeplus
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No Corpo de Bombeiros de Criciúma não existem camisas e sim fardas, nada de decoração. No pano de fundo estão os caminhões e ambulâncias usadas nas emergências, mas nem por isso, mesmo que sempre em alerta, eles não deixam de dar uma paradinha para ver o Brasil entrar em campo.
Com muita pipoca e pinhão, a concentração será feita na sala de recreação. “Normalmente não há ocorrências durante o jogo, sempre antes ou depois, mas aqui um olho fica na televisão e o ouvido atento ao alarme disparado em caso de emergência”, afirma o sargento Carlos João.
Segundo o sargento, as ocorrências mais costumeiras são acidentes provocados pelos apressadinhos que correm contra o tempo para chegar junto dos amigos e assistir o jogo. Já o cabo Adenilson atendeu em copas passadas casos de incêndios, provocados por velas daqueles que rezam por uma vitória da seleção canarinho, e pessoas feridas, após brigas por conta de discussões durante as partidas. Lá na frente, no atendimento, uma televisão garantirá que o bombeiro atento as chamadas no telefone não perca os principais lances.
Outro lugar que não para em dia de jogo do Brasil são os hospitais. No São João Batista vários setores foram decorados pelos funcionários e um concurso interno montado para escolher os mais bonitos, sendo o setor de enfermagem 3A, radiologia e a tesouraria os vencedores. “Pela primeira vez foi permitido, após reunião do Setor de Humanização e Controle de Infecção Hospitalar, a decoração. Na confecção dos adornos os pacientes inclusive ajudaram a elaborar e opinaram. Tudo isso baseado no bom senso e facilidade de limpeza, já que não podemos esquecer que estamos num ambiente hospitalar”, revela Marina Moura, coordenadora de governança e responsável pela hotelaria do hospital.
Apesar da prioridade ser o atendimento aos pacientes o corpo clínico e pessoas internadas não deixarão de ver a estreia. Setores foram organizados para que os funcionários, como os que trabalham na administração, possam assistir ao jogo. Já os profissionais que atuam em setores que não podem parar farão revezamento. “Sempre atentos ao celular”, observa Marina.
Na Central de Emergências da Polícia Militar de Criciúma uma televisão foi providenciada para os atendentes. “Normalmente é tranquilo e esperamos que desta vez não seja diferente”, torce o soldado Diógines.



