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Longe do Paço

A dura adaptação de secretários e servidores

Distância entre setores e repartições é a maior dificuldade

Por Redação Engeplus

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Há pouco mais de uma semana do segundo e devastador incêndio que despejou todos os setores do Paço Municipal Marcos Rovaris, as novas rotinas mantêm-se desafiadoras para secretários e servidores. Num rápido giro pelo Pavilhão de Exposições é possível verificar que o inverno será de ajustes radicais, mesmo na futura sede provisória.

"A maior dificuldade se deve ao fato de que a estrutura de uma prefeitura é uma sequência de serviços", lembra a secretária de Assistência Social, Solange Barp. "Estávamos acostumados com a Secretaria de Finanças aqui, o Setor do Patrimônio ali. Infelizmente, isso tem nos atrapalhado um pouco, mas em breve tudo volta a funcionar pelo menos em 80%."

Metade dos mais de 300 servidores que atuavam no Paço tiveram as férias antecipadas. A medida evita o congestionamento nas modestas dependências do pavilhão. Retorno somente após a mudança para o antigo imóvel de uma empresa no bairro Próspera, prevista para a próxima semana. Até lá, paciência.

"Estamos vivendo um momento difícil, delicado, mas a gente também sente a solidariedade das pessoas", resume a secretária de Administração, Dalvânia Cardoso. "Sinto também que as chefias dos diversos setores estão agora mais próximas da gente. Setores que antes a gente nem tinha tanto contato hoje se mostram mais integrados."

DANOS MENORES
Por ter migrado para a Galeria de Artes do Centro Cultural após o primeiro incêndio, a Secretaria de Infraestrutura registrou poucas perdas. "Os danos mais significativos em nossos computadores foram causados pela água das mangueiras", relata o assessor e ex-secretário José Sérgio Búrigo. "Os dados da maior parte dos HDs já foram recuperados por uma empresa especializada."

Situação melhor vivem os funcionários da Secretaria da Educação, dividindo a Biblioteca também no Centro Cultural. A fornalha do segundo incêndio foi interceptada a poucos metros das salas. "Não perdemos um único documento", revela o coordenador pedagógico Adriano Osellame, "e em breve ocuparemos o piso superior do Ministério Público do Trabalho, ao lado da prefeitura."

Pelas projeções do prefeito Márcio Búrigo, o Paço será reinaugurado em julho de 2016. Por ora e com o aval do Corpo de Bombeiros, prossegue a retirada de móveis e documentos não atingidos pelo fogo. "Estamos levando tudo para onde irão funcionar as secretarias", conta a coordenadora da Defesa Civil, Ângela Mello. "Os servidores estão ainda abalados, mas todos com muita garra para que o Paço volte logo a funcionar."

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