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A dura rotina dos deficientes visuais
Por Redação Engeplus
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Em 1978, Valentim Nesi foi o primeiro deficiente visual a utilizar bengala para se guiar nas ruas de Criciúma. "Havia discriminação, e as pessoas diziam para eu não andar na rua. Os cegos evitavam sair", lembra. Hoje, Valentim conta que os 142 deficientes visuais da região estão integrados no cotidiano das cidades.
Valentim é presidente da Associação dos Deficientes Visuais do Sul (Adivisul), que oferece cursos permanentes para treinar quem não enxerga. "Ainda há muitos que se escondem em casa", lamenta.
Uma das principais reivindicações de quem não enxerga em Criciúma é a melhoria das calçadas. "Andar na Avenida Centenário é horrível. Falta estrutura para o deficiente visual", afirma Valentim.
Os novos ônibus que serão empregados no transporte coletivo foram apresentados aos deficientes visuais. "O acesso é muito bom, as poltronas também. Vai melhorar para nós".



