Tigre
A faixa contra e o apoio interno a Dal Farra
Por Redação Engeplus
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Rolava a bola contra o Internacional sábado, no Heriberto Hülse, quando foi estendida uma faixa que estampava “Devolvam o nosso clube”. De imediato, ela foi vista do camarote da diretoria. “A gente fica triste”, reconhece o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Henrique Alamini, hoje uma das pessoas mais próximas do presidente do clube, Jaime Dal Farra.
“Todo o esforço vem sendo feito para que tudo dê certo”, afirma. Alamini lembra que causou constrangimento no Criciúma a constatação de que a faixa de protesto foi estendida no setor em que se posicionam torcedores que recebem subsídio do clube. “Muitos dali não pagam ingresso, ganham o acesso livre para compor a banda que toca ali. Lamentamos muito isso, pois eles sempre tiveram porta aberta para vir e conversar com a diretoria”, aponta o presidente do Conselho.
Alamini afasta qualquer possibilidade de Dal Farra abrir mão do restante do mandato que lhe foi conferido pelo Conselho e avalizado pelo contrato de gestão do clube, quando da aquisição da GA. “Nem em brincadeira ele fala nisso”, assegura. Especulações de alguns conselheiros vinham dando conta, nos últimos dias, de que Dal Farra estaria considerando a hipótese de abreviar a sua parceria com o Criciúma.
Um protesto premeditado, afirma Édson Gaúcho
Outro dirigente bastante próximo do presidente, o executivo de futebol Édson Gaúcho é mais cáustico em relação aos críticos que estenderam faixa no estádio. “Você perdendo por 2 a 0 e levantam faixas, é tudo coisa programada, pois poderíamos estar ganhando. Isso é coisa premeditada, para atacar uma pessoa só. Essas pessoas que fazem isso são covardes”, critica o diretor. “É gente que não tem coragem de se mostrar e coloca uma faixa na mão dos guris. O torcedor do Criciúma sempre foi amigável, esse tipo de protesto não leva a alugar algum, apenas tira energia”, observa.
Édson lembra que o Criciúma vem operando no vermelho faz meses e os aportes de Dal Farra estão garantindo a manutenção do time. “O presidente está ali batalhando, pagando as contas, no vermelho, e tem pessoas que se aproveitam. Vão com espírito de porco para prejudicar. Deveriam ficar em casa, tomar um remedinho, dormir na hora do jogo, quando acorda o time venceu e fica mais tranquilo”, arrematou.
O Conselho Deliberativo voltará a se reunir na segunda quinzena de novembro. “É para pautas ordinárias, como a votação do orçamento do trimestre e outros assuntos”, conclui Alamini.



