Por Redação Engeplus
Em
Especial: Willian Bongiolo
Existem filmes que são feitos na medida para determinada fase da vida de certas pessoas. A Felicidade Não se Compra é um daqueles raros exemplares que pode ser assistido em qualquer fase da vida e ainda assim fará algum sentido no contexto em que for visto. É um longa que transcende qualquer fase, idade ou sentimento. É universal e bonito, uma bela e feliz poesia.
Em Bedford Falls, George Bailey, que sempre ajudou todos na pequena cidade, decide cometer suícidio saltando de uma ponte. Mas após várias pessoas orarem por sua vida, um anjo é enviado à terra para tentar fazê-lo mudar de ideia. É uma premissa muito inovadora para a época em que foi realizado, porque o mundo tinha acabado de passar pela segunda guerra mundial e os filmes sobre os pesares da guerra inundavam as salas de Hollywood. Mas Frank Capra (diretor e roteirista) não titubeou frente ao horror e dirigiu esse que é um dos maiores exemplares de "Filmes para se sentir bem".
O longa também fala de algo muito pertinente até os dias de hoje. George Bailey decide se suicidar pelas dívidas que acumulou e resolve morrer para sua família ficar com o dinheiro do seguro e pagar as contas. Aqui vemos um homem colocando um preço por sua vida, é a materialização do ser frente a um mundo que se torna cada vez mais capitalista.

O dinheiro é tão louvado que se torna a solução de todos os problemas que ele mesmo cria, e aqui em 'A Felicidade Não se Compra fica muito claro ao vermos George extremamente infeliz por viver sua vida doando aos seus amigos, mas esquecendo dele mesmo.
Mas o que poderia acabar se tornando algo melancolico e triste, é envolto de magia e poesia pelas mãos competentes de Frank Capra. Assim que o anjo entra em cena para tentar resgatar a vivacidade de Bailey, percebemos junto dele como existem pequenos prazeres na vida que pelo frenesi acabamos, infelizmente, não percebendo.
Pode ser um sorvete gostoso, um bom dia, um elogio, o abraço apertado de uma mãe, ou mesmo ajudar algum desconhecido. São momentos como esse que faz a vida de um homem ser plenamente feliz, e não o quanto ela vale. E perceber isso junto de George Bailey é uma experiência para se guardar para o resto da vida.

Por fim, A Felicidade Não se Compra é uma obra feita com muito carinho e paixão de seus realizadores. É uma obra essencial para quem quer repensar os rumos que sua vida está tomando, ou então apenas para aqueles que precisam de um "empurrãozinho"para seguirem seus sonhos sem medo de errar ou desperdiçar dinheiro. Afinal, ninguém é infeliz se tem amigos.



































