Fala, treinador
‘A gente sai triste porque tínhamos um resultado construído na mão’, afirma Tencati
Tigre e Esquadrão de Aço empataram por 2 a 2 na noite deste domingo, dia 16
Por Rafaela Custódio
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O técnico Cláudio Tencati avaliou o empate entre Criciúma e Bahia, por 2 a 2, na noite deste domingo, dia 16, no estádio Heriberto Hülse, pela 9ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O Tigre chegou a abrir 2 a 0, mas cedeu o empate aos visitantes.
Em sua primeira fala, o comandante tricolor agradeceu a presença da torcida. Ao todo, 8.661 torcedores assistiram ao empate entre Tigre e Bahia. “Ressaltar a presença do torcedor neste domingo chuvoso. A presença deles foi importante. Isso significa que acreditam e foi a resposta que a gente procurou dar dentro de campo, uma resposta positiva, mobilizamos a equipe, só sabendo das nossas virtudes”, comentou o técnico.
Tencati lamentou o resultado e voltou a falar que a derrota por 5 a 2 contra o Cuiabá foi atípica e deve ser esquecida. Além disso, comentou sobre a arbitragem. “Esse jogo do Cuiabá já ficou para trás e foi fora da curva de todos os resultados. A gente sabe que talvez com um empate contra o Palmeiras, hoje estaríamos com 7 pontos. Sobre a arbitragem, eu falei para ele [Flavio Rodrigues de Souza], 'olha, a regra, ela fala realmente, se o goleiro estiver retardando o jogo você pode dar o cartão amarelo', mas acho que ele não se lembrou que ele tinha dado o cartão amarelo para o Gustavo. Se todos os árbitros fizessem o que ele fez aqui hoje, nota 10, porque o futebol mudaria o comportamento e a exigência daquilo que pede a regra com relação aos comportamentos do atleta”, observou. “O Walter, do Cuiabá, veio aqui e ficou caído e nada de advertência e punição”, completou.
“A gente sai triste porque tínhamos um resultado construído na mão’
O comandante carvoeiro ressaltou que o Criciúma estava vencendo por 2 a 0 e acabou cedendo o empate, com isso, ficou triste pelo resultado final. “A gente sai triste porque tínhamos um resultado construído na mão, que nós construímos. Então, em um curto espaço de tempo, a comissão técnica se mobilizou com os jogadores, idealizamos um plano de jogo, treinamos com pouco volume, mas fizemos isso em campo. Idealizamos essa formação e, diante disso, o time se comportou muito bem e fez um bom jogo, fez um jogo organizado, marcou bem, jogou, teve as possibilidades de ataque”, garantiu.
Para Tencati, o Criciúma teve as melhores chances. “Nos primeiros minutos de jogo, quem teve as grandes oportunidades do jogo foi o Criciúma. Isso demonstra trabalho interno, isso demonstra confiança dos atletas em nós, nas modificações que fizemos, tiramos alguns atletas, promovemos outros, e todo mundo comprou a ideia de manter o mesmo objetivo em conjunto como equipe. Então isso valoriza a força do elenco, valoriza a força da equipe e foi o que fizemos agora. As adversidades ocorreram, às vezes tem algumas coisas que fogem do nosso controle, e infelizmente a gente hoje não está somando três pontos porque teve esse fator que fugiu do nosso controle”, afirmou.
Alisson
Com Gustavo expulso diante do Bahia, o goleiro Alisson entrou e deve ser novamente titular contra o Atlético-GO. “O Alisson respondeu positivamente quando o Gustavo estava machucado no início da competição e temos confiança nele. Hoje a gente já tinha idealizado um planejamento, que o Eder não iniciaria e começaríamos com o Arthur Caíke e ele foi muito bem”, reforçou.
Avaliação
O técnico carvoeiro ressaltou que sua avaliação foi positiva. “A equipe está reagindo. A gente tem que olhar o contexto positivo. Viemos de duas derrotas pesadas tomando oito gols. Os detalhes você tem que olhar do outro lado, que tem um Bahia. Qual é a posição do Bahia nesse momento? Você está jogando com o vice-líder. Nós enfrentamos o Palmeiras, que é bicampeão brasileiro. Então, o poder de fogo desses times é muito alto. O Criciúma está fazendo bem o seu trabalho. Mas é um campeonato muito exigente”, frisou.
Resultados negativos
O comandante tricolor afirmou que os jogadores tiveram um momento de frustração em virtude dos resultados negativos. “Num primeiro momento tem uma frustração, porque é um time vencedor. Nós somos um time vencedor. Mas vamos dar um exemplo do Palmeiras, que teve essa instabilidade ano passado. É um time vencedor, acostumado a ter títulos. O Palmeiras teve uma oscilação grande. E aí teve jogos pontuais que o Palmeiras conseguiu, inclusive, reverter para um título de bicampeão brasileiro, no momento de pior fase do clube. Entende? É um campeonato de oscilação. O nível da competição é muito exigente”, pontua.



