A música
A música como renovação
Por Redação Engeplus
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Se ainda as notas não saem perfeitas dos instrumentos de sopro, a empolgação de sobra não deixa dúvidas: eles podem se tornar grandes músicos. Duas vezes por semana, estudantes da escola Érico Nonnenmacher, do bairro Pinheirinho, deixam as brincadeiras e as tarefas no período vespertino e tratam de um assunto sério: aprender a tocar um instrumento.
Nas tardes, o grupo de 11 estudantes participa das aulas disponibilizadas na Satc. Por mais de uma hora eles entram em contato com instrumentos que começam a dominar. A parceria, que começou no mês de outubro, surgiu de conversas entre o maestro Pedro Apolinário, que coordena a Banda Marcial da Satc, e a direção da Érico. Apolinário, que atua como voluntário na direção da fanfarra da instituição municipal, fez a proposta. “A intenção foi trazê-los aqui para a Satc para que eles pudessem aprender um pouco sobre música e, como consequência, tocar os instrumentos”, afirma o maestro.
Empolgada com a proposta, a diretora Maria Aparecida Felício, a Cida, apostou na ideia. “Nossa equipe, aqui na escola, tem como meta levar aos alunos a querer sempre mais, e lutar por isso. Hoje, com essa parceria, procuramos desenvolver as aptidões de cada um”, explica Cida. O resultado é o projeto Música: oportunidade social, que conta ainda com o apoio da Secretaria de Educação de Criciúma, que disponibiliza o transporte para que os estudantes possam vir da sua escola até a Satc.
Talentos forrmados - As mãos pequenas não enganam. Na hora de soprar forte, os adolescentes sabem bem o que fazer. O grupo é formado por Jean Alexandre, 13 anos, Taimon da Silva, 11, Willian da Silva Delaria, 13, Pietro Thomazi Rezende, 13, Lucas de Souza Coral, 13, Alexia Roberta Julio Alano, 13, Thalyta Miguel Alves, 10, João Victor da Silva Tavares, 11, Kleiton de Costa Camargo, 12, Rafael Kich Moreira, 11, e Helton Mattos Della, 11.
Muitos já estavam na fanfarra que a escola possuía. Agora, aprender a ler as letras musicais e a compreender tudo o que a música envolve. A pequena Thalyta, a caçula do grupo, gosta das aulas. “Eu já tocava violão. Agora estou aprendendo bem mais”, revela.
Nas aulas, Rafael aprendeu a soprar e manusear corretamente os instrumentos. Para Alexia, o contato exige atenção. “O sopro é difícil, é preciso entender sobre a vibração do ar. Não é apenas soprar e acabou”, comenta.



