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A pesquisa

A pesquisa como produto: trabalhos acadêmicos são ofertados nas redes sociais

Com custo de R$ 15 por página, reportagem do Jornal da Manhã adquiriu resenha desenvolvida por professora

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Reprodução

Dez anos de experiência conferem qualidade de conteúdo e agilidade no prazo de entrega. A originalidade do teor também agrega ao produto, que fica ainda mais atrativo quando cobre-se a “oferta da concorrência”. É o que prega anúncio intitulado de “A solução” em, pelo menos, quatro páginas da internet. Em negócio, estão monografias, relatórios de estágio, projetos de pesquisa, artigos científicos, dissertações, entre outros trabalhos que são feitos por uma professora, de forma irregular.

Supostamente em busca de uma resenha bibliográfica, a reportagem do Jornal da Manhã solicitou os serviços e foi atendida prontamente por uma professora professora. O contato foi realizado via e-mail e mensagens telefônicas.

Do âmbito do direito, o livro de mais de 570 páginas foi compilado em dez, em apenas dois dias. No entanto, foi preciso providenciá-lo em modelo digital e assentir às condições da compra. “É feito o depósito em conta corrente, sendo 50% quando fechamos o trabalho e o restante no dia em que eu enviar o trabalho”, negociou a professora, determinando o custo de R$ 15 por página. Ela garantiu domínio a qualquer demanda acadêmica.

Informado da nova prática, o delegado da Divisão de Investigação Criminal de Criciúma (DIC), André Milanese, explicou que os compradores podem ser enquadrados no crime de falsidade ideológica.

Leia a reportagem completa de Amanda Tesman e Daniela Soares na edição desta quarta-feira do Jornal da Manhã.

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