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A questionável e polêmica economia com estagiários

Prefeito manda projeto à Câmara reduzindo vencimentos. Sessão será amanhã

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

A Câmara de Vereadores de Criciúma faz sessão extraordinária nesta quarta-feira para votar projeto de lei do Executivo que altera os salários dos estagiários que servem à Prefeitura. “Vamos lá pressionar os vereadores a votar contra esse projeto”, anuncia o presidente do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Unesc, Marcos Machado.

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Pelo projeto, os estagiários de 20 horas semanais, que recebem R$ 612,96, passarão a ganhar cerca de R$ 500, enquanto os de 30 horas por semana verão salários reduzidos de R$ 817 para R$ 700. O argumento do Executivo é alterar a base de cálculo dos vencimentos, de salários fixos para o Valor Referencial de Vencimento (VRV).

“Não tem cargo comissionado para cortar?”, questiona o presidente do DCE, reproduzindo a indignação que repercute entre os estagiários nas últimas horas. O líder do governo na Câmara, vereador Júlio Kaminski (PSDB), vai conversar sobre o tema ainda hoje com o prefeito Clésio Salvaro (PSDB). Ele não descarta até a possibilidade de retirar o projeto de pauta, para ampliar a discussão. “O município tinha até o ano passado cerca de 900 estagiários”, informa.

Câmara vai para
o voto dividida

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O clima entre os vereadores não aponta para uma votação tranquila. Há vereadores já articulados para votar contra o projeto. “De fato, não sinto por enquanto um ambiente muito favorável, parece que vai dividir bastante”, reconhece Kaminski.

O secretário da Fazenda, Róbson Gotuzzo, conta que o atraso nos pagamentos de bolsas de estudos à Unesc traz consigo problemas também referentes a salários de estagiários. “Acontece que muitos estagiários são bolsistas, e da mesma forma que as bolsas não eram pagas à Universidade, a parte que representava o salário também não era quitada. Precisamos regularizar isso fora da ordem cronológica, pois é salário”, adverte.

O presidente do DCE e o secretário da Fazenda discutiram o tema nesta manhã, na Rádio Eldorado (foto). Marcos Machado citou a dívida global da Prefeitura com a Unesc, que alcança mais de R$ 9 milhões, colocando como fonte o Portal da Transparência. Gotuzzo contrapôs, mencionando os R$ 4,2 milhões reconhecidos em bolsas de estudo, mas ponderando que o restante diz respeito a outros débitos.

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