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A vida de presente

Por Redação Engeplus

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Ela venceu a leucemia ao encontrar na filha única a doadora de medula óssea. Depois de quase dois anos em tratamento em Ribeirão Preto (SP), Maríleia Garcia, 42 anos, volta a Criciúma para passar o primeiro Dia das Mães com a família na Próspera. É o primeiro ao lado da filha Tamires, 21 anos, após o transplante, ou como gosta de destacar, o seu renascimento.

Mariléria costuma dizer que agora tem nova data para comemorar seu aniversário: 18 de novembro e não mais o 10 de julho que consta em sua carteira de identidade. O drama na sua vida começou em 2003 quando descobriu ser portadora de leucemia crônica. Um ano de tratamento e a doença voltou quatro meses antes de constatar a cura. “Em cinco anos estaria curada, mas em quatro anos e oito meses a doença voltou”, recorda.

Com nódulos nos braços e seio e atestado de leucemia aguda nas mãos, Mariléria começou uma luta incansável pela vida. Somente um transplante de medula venceria a doença e não teria tempo de entrar na fila à espera de doadores. Só na família, entre pais e irmãos, foram 13 pessoas submetidas ao exame de compatibilidade. Descartaram a filha, que segundo os médicos na época, não poderia ser doadora.

Foi em Ribeirão Preto, já internada pelo agravo da leucemia, que partiu para o tudo ou nada. Um médico espanhol acreditou que a filha poderia ter 50% de chances de ser compatível com a mãe e Tamires não teve dúvidas. Deixou a faculdade de Administração, avisou o motivo de sua ausência no emprego e partiu para SP. Realizou 12 exames, tirou 1,7 litro de medula óssea e duas bolsas de sangue. No dia 18 de novembro de 2008, o transplante foi realizado.

“Em 18 dias a medula pegou, após três rejeições”, conta Mariléia que faz questão de dizer que ganhou da filha, a vida de presente. “Nossa história vai além de mãe e filha. Casei cedo, planejei a gravidez, eu a criei sozinha e ela me devolveu à vida”, relata orgulhosa. Ela separou-se do marido quando Tamires tinha sete anos.

Mariléia teve alta em novembro do ano passado, mas será acompanhada pelos próximos cinco anos por especialistas. Mesmo assim, retomou uma vida tranquila e contagia quem está perto com a sua vontade de viver ao lado da filha. "Foi o melhor presente do Dia das Mães", descreve emocionada.

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