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Instabilidade

A vida dura dos trabalhadores em saúde na região

O povo sofre, as instituições padecem, e os funcionários também calculam prejuízos com a crise

Por Redação Engeplus

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Foto: Arquivo Engeplus

A insegurança que a população da região tem com a instabilidade dos serviços públicos de saúde é a mesma, ou talvez potencializada, para os trabalhadores desta área. Que o digam ex-funcionários dos hospitais São Marcos, de Nova Veneza, e Santa Catarina, de Criciúma. Trabalhadores recentemente demitidos não estão tendo honrados diversos compromissos trabalhistas.

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“É um problema muito sério”, confirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (SindiSaúde), Cléber Cândido. No caso do São Marcos, os demitidos, cerca de 60 funcionários, só receberam 50% dos salários de fevereiro e nenhum centavo de rescisão, por parte do ISEV, que era o parceiro na gestão da instituição.

“Pensamos em uma ação coletiva, mas acordamos com o prefeito que por enquanto não faremos isso”, aponta Cândido. Ocorre que Nova Veneza negocia com o CIS-AMESC (Consórcio Intermunicipal de Saúde da região do Vale do Araranguá), para assumir a gestão do São Marcos. “Se isso acontecer, estamos acordados para que o novo gestor recontrate os funcionários demitidos pelo ISEV”, explica o sindicalista.

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No caso do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), o ISEV, que também era o gestor, não formalizou rescisões, e parte dos trabalhadores foram absorvidos pelo novo parceiro da Prefeitura de Criciúma. “Movemos ação coletiva, mas o juiz em primeira instância julgou ilegítima. Recorremos”, informa o presidente. Há temor semelhante em relação à Casa de Saúde do Rio Maina, da mesma forma administrada pelo ISEV e com dificuldades para manter os vencimentos em dia.

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