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Acampamento: pátio

Acampamento: pátio da prefeitura de Criciúma é ocupado por manifestantes

Atualização de matéria às 19h55min / Usuários do transporte coletivo fazem mobilização neste final de tarde com bandeiras, cartazes e barracas; intenção é pernoitar no Paço Municipal

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Vanessa Amando

Atualização de matéria às 19h55min / Um grupo de cerca de 20 pessoas, entre estudantes e demais usuários do transporte coletivo de Criciúma, ocupam o hall da prefeitura de Criciúma, que já encerrou o expediente. Eles chegaram no local por volta das 16h30min; em seguida, foi impedida a entrada de público, sendo permitida a circulação apenas de funcionários. A Guarda Municipal faz a segurança do local com cerca de 12 homens nas áreas internas e externas do Paço Municipal Marcos Rovaris.

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A motivação dos manifestantes é a tarifa de ônibus na cidade. Eles pedem o não reajuste do valor cobrado hoje, além de abertura de licitação para escolha das empresas responsáveis pelo serviço, entre outras questões relacionadas ao transporte público. O grupo levou barracas e as montou no hall da prefeitura, onde pretende passar as próximas horas, inclusive durante a madrugada.

Conforme um dos coordenadores do movimento #VemPraRuaCriciúma, Vinícius Monteiro, eles não pretendem deixar o local e ali vão dormir. “Vamos sair somente se os órgãos de segurança resolverem nos tirar a força ou mediante decisão judicial. Se o prefeito ou um representante oficial vier falar conosco, também poderemos sair daqui. Consultamos três advogados e ambos afirmaram que nossa ação não é ilegal, estamos agindo dentro da lei”, garantiu Monteiro.

Deve haver revezamento de pessoas ao longo das próximas horas e dias, caso ninguém tire o grupo do local. O gerente de operações da GM, Ricardo Strauss, aguarda uma ordem para tirá-los. “Só podemos agir mediante ordem judicial, mas ainda não sabemos também se o grupo estaria dentro da legalidade ocupando a prefeitura após as 17 horas, horário de encerramento do expediente interno. Vamos aguardar uma posição judicial para tomar providências. Também devemos consultar a Procuradoria do município para saber se houve iniciativa judicial por parte da prefeitura”, ressaltou Strauss.

O comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, Márcio José Cabral, também explicou que não pretende usar de força para tirar os manifestantes do local e, assim como a GM, pretende agir somente em caso de ordem judicial. Por volta das 18h20min, o grupo recebeu uma notificação do departamento de Patrimônio da prefeitura, onde constava o pedido de retirada imediata do local por parte dos manifestantes, já que o expediente havia sido encerrado às 17 horas. No entanto, eles voltaram a afirmar que só devem sair mediante ordem da Justiça.

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"Existem muitas irregularidades no sistema de transporte público vigente hoje em Criciúma. Trata-se de um vício de origem das concessões antigas. Nem o contrato da prefeitura com as empresas foi encontrado, é como se ninguém soubesse como essas empresas chegaram aqui. Também sabemos, através do Mutuc, que existe superfaturamento na compra de veículos. O valor cobrado do usuário é irregular. Somos contrários a qualquer reajuste e pedimos real transparência na apresentação dos custos dessas empresas", frisou Monteiro.

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