Justiça

Acusado de participar da morte de Alican da Cunha Manoel vai a júri popular

Julgamento

A autora do homicídio foi condenada em 2019 a 13 anos e quatro meses de prisão

Por Lucas Renan Domingos06 de março de 2020 2 min de leitura
Talita Grassi/Rádio Eldorado

Um homem, de 25 anos, acusado de participação na morte de Alican da Cunha Manoel, crime ocorrido em 2017, vai enfrentar o júri popular. Em sentença de pronúncia, o juiz Fabiano Antunes da Silva, da 1ª Vara Criminal da comarca de Criciúma, determinou que o réu seja levado ao Tribunal do Júri, onde será julgado por homicídio qualificado por motivo torpe com emprego de fogo e recurso que impossibilitou a defesa da vítima e também pelo crime de corrupção de menores.

Ele é suspeito de ter ceifado a vida da vítima ao agir junto com uma mulher, de 23 anos, que foi condenada em 2019 a 13 anos e quatro meses de reclusão, apontada como autora do homicídio. O crime ocorreu na madrugada do dia 25 de dezembro de 2017, quando Alican foi queimado vivo dentro de seu veículo, no bairro Renascer, em Criciúma.

Investigações da DIC

As investigações da Divisão de Investigação Criminal (DIC), coordenadas pelo delegado André Milanese,apontaram que no dia do homicídio Alican teria ido até o bairro para consumir drogas. Em troca de uma quantidade de crack, ele emprestou o seu carro, um VW GOL, para a condenada. Ela fazia a venda de entorpecentes no local.

Na companhia do acusado e de um adolescente, de 16 anos, a mulher deu voltas com o veículo. Quando retornou ao local para entregar o automóvel, a vítima reclamou da demora e ameaçou chamar a polícia. O acusado, então, ajudou a sua parceira a agredir Alican, que foi amarrado e colocado no porta-malas do Gol.

A mando do acusado, a mulher, já que não sabia dirigir, mandou o adolescente conduzir o carro até um local afastado. Lá o adolescente deixou a condenada na companhia da vítima. Foi quando ela ateou fogo no veículo, queimando Alican junto com o carro.

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