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Adiada a greve dos ceramistas de Criciúma e região
Sindicato patronal apresentou nova proposta com 10% de índice de aumento, o que será avaliado em novas assembleias da categoria na próxima segunda-feira
Por Redação Engeplus
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Por hora, a paralisação dos cerca de cinco mil trabalhadores das 13 principais indústrias cerâmicas de Santa Catarina distribuídas em Criciúma, Urussanga e Cocal do Sul está adiada. A greve estava marcada para iniciar na noite desta sexta-feira. No entanto, o sindicato patronal apresentou uma nova proposta no início da tarde de hoje. Com isso, assembleias serão realizadas para votação da categoria na segunda-feira, dia 18, às 9 horas e 18 horas em Cocal do Sul, e às 10 horas e 19 horas na sede do Sindicato em Criciúma.
A nova proposta amplia o índice para 10% aos profissionais que recebem até R$ 3 mil – sendo 9% retroativo a janeiro, data base da categoria, e 1% a partir de maio. Já aos profissionais com renda acima de R$ 3 mil e até R$ 5 mil, o índice oferecido é 6,2%, além de abono de férias de R$ 750,00 para todos os trabalhadores.
As negociações iniciaram em dezembro. A última proposta apresentada nesta quinta-feira - de 9% para quem recebe até R$ 3 mil e 6,20 (INPC do período acumulado) para os profissionais com renda de R$ 3 mil a R$ 5 mil, mais R$ 750 de abono de férias - não foi aceita pelo comando de negociação.
“Estamos em estado de greve e os trabalhadores é que decidirão se aceitam ou não o novo índice. As cerâmicas estão faturando alto. Somente em 2009, foram R$ 104 milhões; em 2010, R$ 122 milhões; em 2011, chegaram a R$ 146 milhões, e em janeiro de 2012 já somaram R$ 135 milhões, mas os operários, que são a força de trabalho e lucro, eles não querem valorizar”, adverte o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas, Itaci de Sá. As cerâmicas Pierini, Elisabete e Angelgress já acordaram com o 10%.
Colaboração: Maristela Benedet/Comunicação Sindicato dos Trabalhadores



