Aferição será realizada para apurar aumento excessivo na conta de luz
Técnicos do Procon e da Acesc vão conferir os registros em dez residências de cada região

O aumento na fatura da conta de luz, que motivou diversas reclamações em todo o Estado, segue investigado pelos órgãos de defesa do consumidor. Uma reunião entre o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), nessa segunda-feira, dia 28, determinou aferimento em dez residências de cada região do Estado. A medida servirá para avaliar se os registros de consumo de energia lançados pela Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) no mês de janeiro correspondem, de fato, ao consumo.
No dia 7 de fevereiro, a Celesc deverá ser convocada para uma reunião onde tratará do assunto. As residências avaliadas serão escolhidas conforme o índice de maior aumento na conta. “Essa força-tarefa tem como objetivo trazer explicações à sociedade. O interesse é esclarecer se aquilo que foi registrado é o real consumo. Em anos de atuação como Promotor de Defesa do Consumidor é a primeira vez que me deparo com tantas reclamações dessa natureza”, lamenta o Promotor de Justiça Eduardo Paladino, que instaurou na última quinta-feira, dia 24, um inquérito civil, de abrangência estadual, para investigar os motivos do aumento excessivo nas faturas de janeiro.
Além de fiscais do Procon Estadual e do Fórum de Procons de Santa Catarina, também participarão da inspeção os fiscais da Associação de Consumidores do Estado de Santa Catarina (Acesc). O relatório será repassado para a 29ª Promotoria de Justiça da Capital e ao Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) e posteriormente apresentado à Celesc.
Segundo a Celesc, o principal motivo da tarifa mais cara é o elevado consumo registrado nas últimas semanas, que fez com que somente em janeiro a demanda batesse três vezes o recorde de consumo e em três dias seguidos. No entanto, o Procon recebeu nos últimos dias diversas reclamações dos consumidores, algumas, inclusive, apontando que o aumento se deu mesmo em um período em que estavam fora de suas residências.

Em caso de um aumento considerado abusivo, o Procon recomenda a denúncia do fato junto à Celesc pelo Serviço de atendimento ao Consumidor, por meio do telefone 0800 48 0120. Só após este registro é que os cidadãos devem recorrer ao órgão de proteção.
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