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Agentes prisionais

Agentes prisionais decretam greve por tempo indeterminado

Em Criciúma, 70% dos profissionais continuam com as atividades suspensas

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Ana Paula Cardoso

Em assembleia na tarde dessa quarta-feira, em Florianópolis, os agentes prisionais que estavam com as atividades paralisadas decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi por unanimidade pelos profissionais presentes no Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público (Sintespe). Estiveram presentes na assembleia agentes de todas as regiões de Santa Catarina. Conforme o agente prisional da Penitenciária Sul, no bairro Vila Maria, em Criciúma, Fernando Martarello, na maior cidade do Sul de Santa Catarina 70% dos profissionais continuam com as atividades suspensas.

“Estamos com a mesma mobilização de ontem, só funciona os serviços essenciais dentro da unidade prisional”, comenta. Cerca de 35 agentes penitenciários estão parados em Criciúma. Segundo Martarello, até o momento, o Governo do Estado ainda não apresentou nenhuma proposta para a categoria.

Os profissionais peleiam melhores condições salariais. Em 2002, os agentes recebiam um valor referente a dez salários mínimos. Atualmente, os profissionais recebem uma folha salarial que corresponde a quatro salários mínimos. Além disso, melhores condições de trabalho são reivindicados. De acordo com Martarello, sete agentes trabalham em um sistema de plantão. “Começamos a trabalhar com 14 profissionais, ou seja, estamos com uma defasagem de 50%”, salienta. A adesão da categoria em outras regiões do Estado também chega a 70%

Serviços comprometidos - A greve compromete alguns serviços na penitenciária, como a visita de parentes, a presença de advogados, o banho de sol dos reeducandos e as oficinas realizadas por eles.

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