Engeplus
Geral

Agentes prisionais

Agentes prisionais estão de braços cruzados nesta quarta-feira

Profissionais almejam reajuste salarial. Em Criciúma, 70% dos profissionais suspenderam as atividades

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Fotos: Douglas Saviato

Iniciou nesta manhã a paralisação dos agentes prisionais catarinenses. Em Criciúma, 35 agentes estão com as atividades suspensas. A categoria almeja melhores condições de trabalho e reajuste salarial. A paralisação acontece simultaneamente em todas as unidades de Santa Catarina. Conforme o agente penitenciário há cinco anos, Fernando Martarello, o reajuste salarial é o principal motivo da paralisação.

“Em 2002, por exemplo, os agentes recebiam um valor equivalente a dez salários mínimos. Hoje, nosso pagamento corresponde a quatro salários, ou seja, é uma defasagem considerável, tudo aumenta, menos o nosso salário”, salienta. Com o movimento, 70% dos trabalhadores estão com as atividades suspensas. Dos 35 profissionais parados, cinco são do Presídio Santa Augusta.

Além do reajuste salarial, os agentes chamam atenção para o efetivo prisional. “Atualmente, trabalhamos em sete agentes em um sistema de plantão, mas começamos a trabalhar com 14 profissionais”, salienta. Os profissionais trabalham 24 horas e folgam 48 horas.

Serviços comprometidos - O movimento de paralisação compromete alguns serviços na penitenciária, como a visita de parentes, a presença de advogados, o banho de sol dos reeducandos e as oficinas realizados por eles. “Só estão acontecendo as atividades essenciais, que é a alimentação dos detentos, bem como a medicação”, explica Martarello.

O rumo da paralisação será discutido às 14 horas, em Florianópolis, junto com o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintesp). Em outras regiões do Estado, como em Florianópolis, os agentes prisionais estão quase todos paralisados. “Tudo vai depender da assembleia de hoje para sabermos da continuação da paralisação, mas a mobilização nas outras regiões de Santa Catarina aponta paralisação de 70%”, ressalta.

Compartilhar:
Leia a seguirCalçadas centrais da avenida Centenário recebem reparos
Publicidade