Criciúma
Agora é Lisca na frente de Argel no Tigre
Por Redação Engeplus
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O semblante do presidente Jaime Dal Farra após a reunião do fim da tarde desta segunda-feira indicou tranquilidade. Depois de uma boa conversa com o técnico Lisca, o Criciúma ainda não tem treinador, mas parece cada vez mais próximo desse objetivo que tem prazo. "Até o fim da semana", anuncia o presidente.
Lisca conversou com Dal Farra por cerca de duas horas no estádio Heriberto Hülse. Deixou a sala rapidamente e, sem prestar declarações - apenas um simpático aceno e nada concreto -, entrou no carro e partiu rumo a Florianópolis. "Aproveitamos que ele vinha de Porto Alegre onde jogou no sábado com o Guarani e marcamos essa conversa", confirma Dal Farra.
Conforme o dirigente, foi um encontro produtivo. "O Lisca estava faz tempo na nossa lista, é um belo treinador, conheci um pouco mais dele, que trabalhou na base do Grêmio, do Internacional, do Fluminense, e ele disse que gosta de trabalhar com jovens, isso é um ponto que conta a favor", afirma Dal Farra. "Mas estamos conversando com outros técnicos também", anuncia.
O gerente de futebol Emerson Almeida passou o final de semana em São Paulo onde conversou com outros dois treinadores da lista do Criciúma. Nada conclusivo, ainda. "Não vou mencionar nomes", comenta o presidente, ao ser indagado sobre a possível reabertura de conversas com Geninho. Dal Farra só reforçou que o clube descartou, por acertos com outros clubes, Roberto Cavalo e Hemerson Maria, que renovaram com Oeste e Vila Nova, respectivamente.

Lisca Louco?
Lisca notabilizou, em especial no Náutico, Paraná e Guarani, três dos seus clubes recentes, argumentos para o apelido "Lisca Louco" que o vem acompanhando. "Me disseram isso, que eu ia trazer um louco (risos) e ainda por cima gaúcho. Mas ele é um bom técnico e estamos conversando, mas temos outras possibilidades também", ameniza Dal Farra.
No Náutico, a exemplo do que fez no Ceará, Lisca tinha o hábito de inflamar torcedores e jogadores com declarações polêmicas. No Paraná, na atual Série B, envolveu-se em uma forte briga na concentração em Minas Gerais, antes de um jogo com o América, e acabou despedido, mesmo com o time já no G-4. E no Guarani foi ovacionado como "louco" na partida contra o Luverdense na qual o time garantiu permanência na Série B.
Na conversa com Lisca o presidente lembrou, ainda, que a sua estreia na direção do Criciúma, na Série B de 2015, foi justamente contra esse treinador. "Ele estava no Ceará, eu começando e o Roberto Cavalo também estreando conosco, e o Criciúma ganhou por 3 a 0 aqui e deu aquela arrancada para escapar do rebaixamento", recorda.
Argel está fora?
A expectativa era que a reunião desta segunda fosse com Argel, e não com Lisca. Era, ao menos, o que o próprio Argel, por seu empresário, vinha mencionando nos últimos dias. Mas Dal Farra diminuiu a fervura em relação a ele. "O Argel chegou em um patamar salarial alto para os nossos padrões. E ele está certo, está valorizado no mercado. Não descartamos ainda, mas está caro", revelou o presidente.



