Imbróglio na saúde
Ainda sem receber rescisão, trabalhadores reivindicam valor da venda da Casa de Saúde do Rio Maina
Espaço foi adquirido pela prefeitura por R$ 1,8 milhão em 2020
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Ex-funcionários da antiga Casa de Saúde do Rio Maina buscam um final feliz para o imbróglio relacionado a dívidas trabalhistas devidas pelo Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev). Para isso reivindicam judicialmente que o valor da venda do local para a Prefeitura de Criciúma seja depositado em uma conta judicial para posterior pagamento do passivo.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos em Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), a dívida soma cerca de R$ 2 milhões. A venda para a prefeitura, concretizada em 2020, gerou indenização de R$ 1,8 milhão ao proprietário do terreno, que também foi administrador da Casa de Saúde antes do Isev. O espaço é utilizado pelo Município como Centro de Reabilitação Cardiopulmonar pós-Covid-19.
Diante do impasse, ex-funcionários da Casa de Saúde do Rio Maina vão realizar uma sequência de manifestações na próxima semana. Os atos ainda estão em fase de planejamento e devem ocorrer em frente à antiga Casa de Saúde, no Paço Municipal e também em Urussanga, em frente à clínica do ex-proprietário da instituição e recebedor da indenização paga pela prefeitura.
“Ele é o dono do espaço e fez acordo comercial com o Isev. Depois vendeu de porteira fechada o Rio Maina sem ter feito a rescisão dos trabalhadores na época. Tivemos uma reunião com ele, que disse que não tinha nada a ver com isso e que estava contente. Os trabalhadores que deveriam ter direito sobre os valores não receberam nada”, lamenta o presidente do Sindisaúde, Cleber Ricardo da Silva Cândido.
O Sindisaúde já anexou ao processo, que corre na Justiça do Trabalho de Criciúma, o pedido de inclusão do ex-proprietário no polo passivo para então tentar chegar ao valor da venda. O valor da dívida é referente ao não pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), férias, salários e a não quitação das verbas rescisórias.
“Pedimos que seja feito arresto desse valor ou cancelada a própria venda. Estamos nos mobilizando para fazer alguns atos e denunciar a situação. Os trabalhadores até agora não receberam nada. Vamos fazer atos políticos para sensibilizar. Fomos surpreendidos quando a prefeitura decidiu fazer o uso do espaço e pagou os valores para o antigo dono, apesar do sindicato ter notificado a Câmara e a Prefeitura de que o valor deveria ser depositado em conta judicial para pagamento do passivo”, afirma.
No espaço onde funcionava a Casa de Saúde do Rio Maina e o Centro de Retaguarda, a prefeitura pretende criar o Hospital Santo Agostinho. Confira a matéria clicando aqui.



