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Além de bons professores, precisamos de bons gestores, diz Côrte

Presidente da Fiesc participou do seminário Diálogos sobre Gestão da Educação

Por Redação Engeplus

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Foto: divulgação

A boa gestão escolar interfere diretamente na qualidade do ensino dos alunos e nas suas notas em exames padronizados. E o Brasil está à frente apenas da Índia em pesquisa que avaliou as práticas gerenciais em países como Reino Unido, Suécia, Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Brasil e Índia.

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“Portanto precisamos, além de bons professores, também de bons gestores”, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, durante o seminário Diálogos sobre Gestão da Educação, promovido pelo Movimento Santa Catarina pela Educação, em Criciúma. Por isso, afirmou, o Movimento elegeu este como seu tema central neste ano.

No evento, realizado na Associação Empresarial de Criciúma (Acic), ele também destacou os outros focos centrais do Movimento SC pela Educação. “No Brasil só 2% dos jovens querem ser professores, enquanto em Nova York cada vaga para professor é disputada por três candidatos com boa qualificação. Tem algo errado. Por isso, vamos tratar dessa questão no ano que vem, sem deixar de lado as questões relativas à família, aos jovens e à gestão”, destacou o industrial.

As ações do Movimento relativas à participação da família na educação resultaram em lei estadual instituindo o Dia da Família na Escola, realizado pela primeira vez em abril. O parque fabril brasileiro, apesar da existência de ilhas de excelência, tem média de 15 anos e precisa ser atualizado, para que a indústria ganhe competitividade por meio da inovação.

Isso significa a introdução de máquinas e tecnologias novas, que exigirão profissionais cada vez mais qualificados, explicou Côrte, justificando as motivações que levaram a Fiesc a liderar o Movimento pela Educação. A boa formação é também um dos principais fatores que influenciam na produtividade do setor, acrescentou. Quando o Movimento foi lançado, em 2012, as estatísticas mostravam, em números redondos, que metade dos trabalhadores tinha a formação básica concluída, enquanto indústria precisa de pelo menos 85%.

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O consultor do Movimento, Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, disse que a gestão da educação precisa ser profissionalizada. A partir de sua experiência e dos desafios pessoais que enfrentou como reitor, falou sobre as qualificações necessárias para os gestores escolares, que não são aprofundadas nos cursos de pedagogia. Eles precisam dominar questões como contabilidade, finanças e recursos humanos, defendeu.

O controle da gestão pública não envolve apenas o aspecto da legalidade, isto é, se as ações do governo estão de acordo com a lei e os regulamentos, disse Ramos. “Envolve também as dimensões de eficiência, eficácia e efetividade, ou seja, implica verificar se as políticas governamentais estão produzindo os resultados esperados, a um custo razoável”, disse Eficiê.

Colaboração: Elmar Meurer/Comunicação Fiesc

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