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Voz do Majestoso

\"Alô galera do Tigre!\": Ortiz, a voz do estádio Heriberto Hülse

Luiz Eduardo Ortiz é o responsável por passar as informações anunciadas pelo sistema de som do Majestoso

Por Redação Engeplus

4 min de leitura

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Assim como as cores amarelo, preto e branco, uma imponente e tradicional voz remete os torcedores do Criciúma a terem certeza de que estão no palco das maiores conquistas do futebol catarinense: o estádio Heriberto Hülse. Desconhecido de grande parte da torcida carvoeira, Luiz Eduardo Ortiz, de 51 anos, é o responsável por passar as informações anunciadas pelo sistema de som do Majestoso, que têm início com o tradicional bordão: “Alô galera do Tigre!”.

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Na função desde 1995, Ortiz conta que o sistema de som do Majestoso começou a funcionar da década de 1980 e diz como foi parar no microfone do Majestoso. “O Hélio Florentino, o “Capim”, que trabalhava na TV Eldorado, foi o pioneiro no final dos anos 80, na sequência vieram o Paulo Otaran e o Jânio Freitas. Depois da saída do Jânio eles estavam com dificuldades de encontrar alguém, os locutores iam lá, mas não permaneciam. Então, recebi o convite do Criciúma, arrendei o sistema de som e pagava uma mensalidade ao Criciúma para explorar o espaço. Fiz um investimento e coloquei uma estrutura mais adequada, dobrei o número de caixas de som de seis para doze”, relembra o locutor, que teve uma rápida saída da função, em 2011. “Foi na transição para entrada da GA (Gestão de Ativos, que administra o Criciúma). Teve um diretor que me sacou do clube, usando como argumento que a música Boate Azul não estaria agradando. Mas foi só um pretexto para me tirar. Quando o Cláudio Gomes assumiu o departamento de marketing ele me chamou de volta e estou até hoje”, explica.


Desde o dia do seu retorno ao sistema de som do estádio Heriberto Hülse, ainda em 2011, Ortiz ficou responsável apenas pela locução e não possui qualquer ingerência nas músicas executadas no Majestoso. “Só coloco a voz, tenho o auxílio do José Paulo Búrigo, que me passa a ficha técnica da partida e todas as informações do jogo. Para executar os hinos e as músicas o clube contratou um DJ”, informa Luiz Eduardo.


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Fora do Majestoso, Ortiz dedica sua vida profissional ao rádio, onde deu seus primeiros passos foram dados em sua terra natal, no município de Solidade, no Rio Grande do Sul. “Comecei quando tinha uns 17 anos, era estagiário no Banco do Brasil, e também era operador de som do meu irmão, que trabalhava no Banrisul e apresentava um programa de MPB aos finais de semana na Rádio Cristal. Em 1980, ele foi transferido pelo banco para Tubarão e fiquei com o lugar dele e comecei como locutor”, recorda Luiz Eduardo.


Aos 19 anos, Ortiz também seguiu para o Sul Catarinense e começou a trabalhar na empresa Industrial Conventos (Icon), em Criciúma. “Isso foi em 1981, trabalhava no setor de engenharia industrial, depois deixei a Icon e trabalhei como digitador na Cetil Processamento de Dados. Mas sempre tentando alguma coisa no rádio. Um dia, sem ter nenhum contato, eu mesmo me escalei, subi o morro, ainda na época da TV Eldorado, e pedi para gravar um piloto, porque as quatro rádios do grupo ficavam lá em cima. Isso foi em 1987. Não passei, mas continuei tentando, e um dia gravei um comercial, fui aprovado e comecei a apresentar um programa a noite na Rádio Cidade. Fique lá até 1989, quando a rádio mudou para Joven Pam. Então, resolvi sair e fui ajudar a ‘engatinhar’ a 96 FM, em Morro da Fumaça. Em setembro de 1990 o Valdenir Zanette, o Zé do Mato, me convidou para coordenar a rádio Hulha Negra, que entraria no ar em dezembro do mesmo ano. Lá eu apresentava um programa diário, o ‘Bote a boca no trombone’, das 11 horas às 14 horas. Mais tarde deixei a Hulha Negra e coloquei o programa de música gaúcha Chimarreada, na Rádio Eldorado, em 1992, que está no ar até hoje”, conta Ortiz.


Além do Chimarreada, apresentado aos sábados pela manhã, Ortiz também grava os comerciais da emissora e apresenta o noticiário Redação Eldorado, que vai ao ar de segunda-feira a sexta-feira na Rádio Eldorado.

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