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Protesto Cedup

Alunos do Cedup fazem manifestação e cobram melhorias

Direção e cooperativa esclarecem que faltam recursos

Por Redação Engeplus

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Em torno de 100 alunos do Centro de Educação Profissional (Cedup) Abílio Paulo, de Criciúma, não entraram na sala de aula e realizaram uma manifestação na manhã desta quinta-feira para reivindicar melhorias na instituição e prestação de contas a respeito do valor pago mensalmente por eles. O protesto aconteceu na frente da escola, no bairro Universitário.

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O Cedup é uma instituição pública de ensino do Governo do Estado, mas conta com uma cooperativa interna para arrecadação voluntária de recursos. Em entrevista para a Rádio Eldorado nesta manhã, a aluna Kemilly Maximiano afirmou que "os ar-condicionados estão quebrados, não temos computadores, é uma estrutura de má qualidade. Desde 2008 o dinheiro pago pelos alunos anda sumindo, sendo que precisamos de muitas melhorias".

Na última semana, o assunto foi levado ao Ministério Público por uma comissão formada por pais de alunos e professores. O diretor do Cedup, Francisco José Soares, o Chico, esclarece que a cooperativa é 100% formada por alunos e cabe a ela a aplicação do dinheiro arrecadado e prestação de informações. Ao mesmo tempo, ele salienta que a direção do colégio não se isenta de suas responsabilidades e acompanha de perto os trabalhos da cooperativa.

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"O movimento dos alunos é legítimo, mas fomos pegos de surpresa. Para nós está tudo certo em relação à cooperativa, mas como o assunto foi levado ao Ministério Público, nos resta aguardar uma decisão dele. Os estudantes devem entender que, dos nossos quase 1,5 mil alunos, nem 10% contribui com a cooperativa, o que significa pouquíssima arrecadação e inviabiliza fazer grandes melhorias", destaca Chico. Sócios da cooperativa devem pagar R$ 50 por mês.

As informações do diretor são confirmadas pelo atual presidente da cooperativa, Marcos Machado, o qual acrescenta que a prestação de informações consta em atas assinadas pelos membros da cooperativa, inclusive de gestões anteriores. Ele ressalta que qualquer aluno pagante pode ter acesso às informações, desde que procure a cooperativa para isso. No entanto, Machado diz que o número de contribuintes é pequeno e o de interessados é ainda menor.

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