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Alunos do Colégio Marista batizam e revitalizam rua sem nome

Sugestão foi aprovada por unanimidade na 64ª sessão da Câmara Municipal de Criciúma

Por Jessica Rosso Crepaldi

2 min de leitura

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Foto: Divulgação

Estudar História não significa apenas considerar o que está nos livros, mas também vivenciar o que está a nossa volta. Conhecer a cidade onde mora, os marcos, praças, nomes de rua e quem foram as pessoas que dão nome aos monumentos ou locais são lições importantes e estimulantes para crianças.

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Os alunos do 3º ano do Colégio Marista Criciúma, por exemplo, descobriram que um dos colegas da turma, o Pedro, morava em uma rua sem nome. A partir daí, surgiu uma série de questionamentos e descobertas e o resultado foi uma bela homenagem.

O pai do Pedro, Leandro de Almeida, explicou as dificuldades de morar numa rua sem nome. “Depender de um serviço público, como ambulâncias ou bombeiros, fica muito mais difícil pelo fato da rua não existir no mapa. Até receber uma carta, que é um processo mais simples, não conseguimos quando a rua não tem nome”, relatou Almeida.

Carolina de Almeida, mãe de Pedro, mencionou que gostaria muito de homenagear a avó: Gioconda Panata da Silva, que foi uma senhora respeitada e ativa na comunidade, além de uma avó muito amorosa. Resultado: o Projeto de Lei para a aprovação do nome da rua aconteceu no dia 24 de setembro, às 17h30, na Câmara Municipal de Criciúma (SC). Aprovado por unanimidade, agora a Rua Gioconda Panata da Silva existe oficialmente.

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A rua também foi revitalizada, em parceria com a Famcri. “Os alunos foram até o Horto Florestal Municipal para conhecer as espécies disponíveis e escolheram a que melhor se adequava a rua que estavam arborizando. Com a parceria conseguimos doar lixeiras, bancos, e mudas nativas”, relatou a diretora administrativa e financeira da Famcri, Daniela Benedet Pereira.

De acordo com a coordenadora educacional do Colégio Marista, Jacqueline Teixeira, o Projeto de Intervenção Social (PIS) transforma o aluno em cidadão protagonista, mesmo como criança. “É nessa idade que começamos a aprender sobre nossos direitos e ações solidárias. Apresentar para as crianças a dimensão do sujeito na construção da história leva-as a serem as protagonistas da própria trajetória”, analisa Jacqueline.

Colaboração: Luiza Buratto Paes - Assessoria de Comunicação

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